AS EQUIPES PEDAGÓGICAS DE CADA TURNO PREPARARAM UM NÚMERO QUE FALASSE SOBRE O PAÍS.
HOUVE APRESENTAÇÕES DIVERSAS. FANFARRA, TEATRO E DANÇAS.
O TERCEIRO TURNO QUE TRABALHA COM A MODALIDADE EJA, UMA MODALIDADE DE ENSINO PARA ATENDER JOVENS E ADULTOS APRESENTOU UMA DANÇA COM A MÚSICA "DANÇA DOS DESEMPREGADOS", SITUAÇÃO VIVÊNCIADA POR MUITOS DOS ALUNOS.
ALUNOS TIVERAM A OPORTUNIDADE DE APRESENTAREM O TRABALHO A SOCIEDADE LOCAL, E FIZERAM UM PREVE DESFILE NO ENTORNO DA ESCOLA.
CONFIRA AS FOTOS
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
PROJETO CENTENÁRIO DE CONTAGEM
"Visando resgatar a história e a preservação dos bens materiais imateriais, além de desenvolver ainda mais a relação afetiva entre cidadão e a cidade o a equipe pedagógica da modalidade de ensino EJA desenvolver o projeto com os alunos.
ESCOLA MUNICIPAL ESTUDANTE LEONARDO SADRA
“CENTENÁRIO DE CONTAGEM”
JUSTIFICATIVA
No ano em que Contagem completa seu centenário, a possibilidade de que o estudo seja disparado a partir da realidade local, cria a expectativa de que seja mais significativo e mais motivador para o aluno.
A oportunidade será importante para que se fortaleça nele, a idéia de que a cidadania é também o sentimento de pertencer a uma realidade na qual as relações entre a sociedade e a natureza formam um todo integrado — constantemente em transformação — do qual ele faz parte e, portanto, precisa conhecer e sentir-se como membro participante, afetivamente ligado, responsável e comprometido historicamente.
Acreditamos que o estudo da história local levará o aluno a observar o seu entorno para a compreensão de relações sociais e econômicas existentes no seu próprio tempo para que reconheça a presença de outros tempos no seu dia-a-dia, identificando as mudanças e as permanências nos hábitos, nas produções humanas, nas relações de trabalho, na organização urbana ou rural de onde convive, etc. Propõe-se, assim, que o aluno conheça e debata as contradições, os conflitos, as mudanças, as permanências, as diferenças e as semelhanças existentes no interior de sua coletividade considerando que estão organizadas a partir de uma multiplicidade de sujeitos, grupos e classes (com alguns interesses comuns e outros diferentes), de uma multiplicidade de acontecimentos (econômicos, sociais, políticos, culturais, científicos) e de uma multiplicidade de legados históricos (contínuos e descontínuos no tempo).
Assim, possivelmente a paisagem ganhará significado para aquele que nela vive e a constrói, sendo capaz de identificar e relacionar aquilo que permaneceu ou foi transformado, isto é, os elementos do passado e do presente que nela convivem e podem ser compreendidos mediante a análise do processo de produção/organização do espaço. É importante que reconheça e respeite que, apesar de uma convivência comum, múltiplas identidades coexistem em nosso município e se influenciam reciprocamente, definindo e redefinindo aquilo que poderia ser chamado de uma identidade contagense.
Esperamos que o aluno, reconhecendo-se como protagonista, conclua por fim que o espaço geográfico de Contagem foi e é historicamente produzido pelo cidadão contagense enquanto organiza econômica e socialmente sua sociedade e perceba a importância de uma atitude de solidariedade e de comprometimento com o destino das futuras gerações.
OBJETIVOS:
Espera-se que, ao longo do Projeto, o aluno possa ler e compreender sua realidade, posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente. Nesse sentido, deverá ser capaz de:
- identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelece com outros tempos e espaços;
- organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado;
- conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;
- reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua realidade e em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;
1. DESENVOLVIMENTO: Pesquise para escrever sobre:
1.Aspectos da história de Contagem.
Origem, fundação, crescimento, industrialização, atualidades, etc.
2.Aspectos políticos:
a. Qual é a sede do Poder Executivo em Contagem? Onde está localizada?
b. Qual é a sede do Poder Legislativo? Onde se localiza?
c. Qual é a principal sede do Pode judiciário? Onde se localiza? Existem outros órgãos do judiciário no município? Quais? Onde estão localizados?
d. Quem é o atual prefeito? E o vice-prefeito, quem é?
e. Cite os nomes dos atuais vereadores do município.
3.Aspectos culturais: sobre o nosso patrimônio cultural, fale:
a. Dos bens materiais, como nossos monumentos, edificações, espaços públicos, parques, feiras, lagoas, centros de compras, pontos turísticos.
b. Dos bens imateriais, como nossas principais festas, gincanas, comunidades de destaque e principais atividades culturais.
4.Aspectos Econômicos:
a. Setor Secundário (atividade industrial): processo de industrialização, principais regiões industriais do município, situação atual da atividade.
b. Setor Terciário (atividade comercial e prestação de serviços): Regiões do município que concentram essas atividades, dados atuais sobre as atividades.
5.Aspectos Geográficos:
a.Nossa população
b.Localidade de Contagem no país e no estado.
c.Hidrografia: bacia hidrográfica, nossos principais cursos de água.
6.Problemas do município e possíveis soluções.
a.Transporte/ trânsito e vias públicas;
b.Saneamento básico e limpeza urbana;
c. Poluição sonora e visual;
d. Segurança;
e. Educação.
7. Símbolos do município
2 . CONCLUSÃO: Redigir um texto citando o que esse trabalho contribuiu para o seu conhecimento, valorização do patrimônio cultural, cidadania e crescimento pessoal e profissional.
3. BIBLIOGRAFIA: Citar todas as fontes de pesquisas utilizadas, livros, sites, documentários, jornais e revistas.
PPP LEONARDO SADRA
SUMÁRIO
I – APRESENTAÇÃO ...................................................................................................
II - IDENTIFICAÇÃO .....................................................................................................
A. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA ....................................................................
B. IDENTIFICAÇÃO DO GRUPO DE SUJEITOS EDUCADORES ..................
III – CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, CONTEXTUALIZAÇÃO/JUSTIFICATIVA, FINALIDADES E OBJETIVOS, PERFIL DOS EDUCANDOS DA EJA ........................................................................................
A. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS .........................
B. CONTEXTUALIZAÇÃO/JUSTIFICATIVA .....................................................
C. FINALIDADES E OBJETIVOS ......................................................................
D. PERFIL DOS EDUCANDOS DA EJA ..........................................................
IV – ÁREAS DO CONHECIMENTO .............................................................................
A. CONCEPÇÃO DAS ÁREA E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .....................
A.1. ÁREA DE LINGUAGEM ..................................................................
A.2. ÁREA DE MATEMÁTICA ................................................................
A.3. ÁREAS DE CIÊNCIAS HUMANAS .................................................
A.4. ÁREA DE CIÊNCIAS NATURAIS ....................................................
V – DAS COMPETÊNCIAS ..........................................................................................
A . COMPETÊNCIAS DE CIÊNCIAS NATURAIS ..............................................
B. COMPETÊNCIAS DE LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA
ESTRANGEIRA, EDUCAÇÃO ARTÍSTICA E EDUCAÇÃO FÍSICA ..........
C. COMPETÊNCIAS DE MATEMÁTICA .........................................................
D. COMPETÊNCIAS DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA .....................................
VI – DAS HABILIDADES ............................................................................................
A . HABILIDADES DE CIÊNCIAS NATURAIS ..............................................
B. HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA
ESTRANGEIRA, EDUCAÇÃO ARTÍSTICA E EDUCAÇÃO FÍSICA ..........
C. HABILIDADES DE MATEMÁTICA .........................................................
D. HABILIDADES DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA .....................................
VII – SUJEITOS EDUCADORES DA EJA ...................................................................
A. FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DO EDUCADOR .............................................
VIII – ORGANIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO ESCOLAR ........................................
A. MATRÍCULA ...............................................................................................
IX – TEMPO DIÁRIO DO EDUCANDO .......................................................................
A. RECREIO MONITORADO ............................................................................
X – CALENDÁRIO ......................................................................................................
XI – TERMINALIDADE ...............................................................................................
XII – APURAÇÃO DA FREQUÊNCIA ..........................................................................
XIII – ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PEDAGÓGICO ............................................
A. CONCEPÇÃO DO TRABALHO A SER DESENVOLVIDO ...........................
B – METODOLOGIA E MATERIAL DIDÁTICO .................................................
XIV – ENTURMAÇÃO, FLEXIBILIZAÇÃO E TEMAS ABORDADOS .........................
A. ENTURMAÇÃO .............................................................................................
A.1. CRITÉRIOS PARA PROMOÇÃO ....................................................
B. FLEXIBILIZAÇÃO DOS GRUPOS ................................................................
C – TEMAS ABORDADOS ...............................................................................
XV – EIXOS TEMÁTICOS .............................................................................................
XVI – A CONSTRUÇÃO CURRICULAR ......................................................................
A. COMPONENTES CURRICULARES .............................................................
XVII – INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÕES E PERIODICIDADE ...............................
A. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ..............................................................
B. RECUPERAÇÃO PARALELA .......................................................................
C. REGISTROS ..................................................................................................
XIX – TEMPO PEDAGÓGICO DO COLETIVO DE EDUCADORES ............................
XX – CONSIDERÇÕES FINAIS ....................................................................................
XXI – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA ....................................................................
XXII – ANEXOS “ PROJETOS DESENVOLVIDOS”
I – APRESENTAÇÃO:
Durante muito tempo, concebeu-se e praticou no Brasil e em outros países do mundo a EJA como uma educação compensatória, visão essa consagrada na Lei 5692/71, que a transformou numa educação supletiva, caracterizada por três fatores:
a) pela reposição às pessoas jovens e adultas, sem ou com pouca escolaridade;
b) por uma visão de que os educandos da EJA é conseqüência de uma escolarização de má qualidade:
c) pela idéia de que os estudantes da EJA são aqueles que não aprenderam na idade apropriada.
- Construindo uma nova concepção da EJA
O debate atual acerca da Educação de Jovens e Adultos parte do reconhecimento da necessidade de um processo educativo específico para seus sujeitos, jovens e adultos que não se restrinja a espaços e tempos escolares e que esteja especialmente caracterizado pela íntima relação destes com o mundo de trabalho. O artigo 205 da Constituição Federal, os artigos 1.º e 2.º da LDBEN/1996 e da Declaração de Hamburgo trazem informações e apontam neste sentido.
A Educação assim, como um direito de todos, independe de limites de idade e reconhece a juventude e a adultez também como tempos de aprendizagem. A nova concepção da EJA considera desde a tradição de lutas pedagógicas da educação popular até a experiência de vida de seus sujeitos educandos.
Essas dimensões do mundo jovem e adulto, quando incorporadas ao saber escolar vem potencializar a essência educativa das práticas sociais e da escola, estimulando a participação popular ampliando a cidadania desses setores da população. A EJA se apresenta como mais um espaço de construção da autonomia, com tempo de aprendizagem, movimento de vida e possibilidade de concretização de um direito. Mais que garantir o acesso, as escolas que oferecem a modalidade de EJA necessitam garantir a construção de um conhecimento que socializado faz suas práticas educativas, estímulos à consciência social e democrática.
A escrita que se segue, trata da formalização do Projeto Político Pedagógico da Educação de Jovens e adultos da Escola Municipal Estudante Leonardo Sadra, no 3.º turno, que busca efetivar ações educativas que formem educandos jovens e adultos no Ensino Fundamental, garantindo o direito à educação de todos os cidadãos da comunidade que desejam iniciar, voltar ou continuar seus estudos formais.
II – IDENTIFICAÇÃO:
A. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA:
A Escola Municipal Estudante Leonardo Sadra foi fundada no ano de 1980, com o objetivo de atender ao Ensino Fundamental de 5.ª a 8.ª séries. recebeu este nome, em homenagem ao estudante Leonardo Diniz Sadra.
Está localizada no centro de Contagem à rua Joaquim Camargos, s/n , atendendo atualmente alunos na faixa etária de 10 a 65 anos de idade.
A clientela caracteriza-se por alunos de poder socioeconômico de nível médio/baixo, oriundos da região central e bairro adjacentes.
funciona com 29 turmas em três turnos distribuídos da seguinte forma:
matutino: 3 (três) turmas do 2.º ciclo e 8 (oito) turmas do 3.º ciclo;
vespertino: 10 (dez) turmas de 3.º ciclo;
noturno: 3 (três) turmas do primeiro segmento e 4 (quatro) turmas do segundo segmento da Educação de Jovens e Adultos – EJA, organizadas internamente em 5 (cinco) turmas.
A Escola tem procurado corresponder as expectativas da comunidade investindo na formação continuada de seus funcionários visando a melhoria da qualidade da educação.
Avaliamos como muito bom os serviços prestados à comunidade.
A Escola funciona em prédio de construção antiga. Apresenta deficiência nas redes hidráulicas e elétricas, exigindo constante manutenção.
As dependências apresentam deficiências de espaço, iluminação e ventilação.
É uma escola bem equipada, dispondo de recursos e materiais didáticos para execução das atividades propostas.
o quadro técnico-administrativo e pedagógico, é envolvido e comprometido com a melhoria da qualidade do ensino aprendizagem.
A escola conta com o Conselho Escolar e Diretoria da Caixa Escolar que atuam como colaboradores nas atividades sócio econômico culturais e gerentes das ações administrativo pedagógicas.
B. IDENTIFICAÇÃO DO GRUPO DE SUJEITOS EDUCADORES
No corpo docente do turno da noite há predominância de profissionais do sexo feminino. A maioria reside em Contagem e utiliza automóvel ou ônibus para se dirigir ao trabalho, gastando um tempo que varia de 10 a 90 minutos.
todos os professores são habilitados, possuem licenciatura plena em sua maioria. Um número considerável possui pós graduação. Têm uma situação funcional estável sendo a maioria absoluta ocupantes de cargo efetivo.
possuem grande experiência no magistério, sendo que a maioria exerce suas funções há mais de 20 anos.
As principais formas de lazer apontadas pelos professores foram: leitura, televisão, frequentar clubes e sítios, seguidos de teatro, cinema, esporte, bares, restaurantes, danceterias, boites e estádios de futebol. Dentre os programas de televisão assistidos com maior frequência pelos professores, aparecem primeiramente os filmes, seguidos pelos telejornais, documentários, entrevistas, esportes, novelas e seriados.
A maioria dos professores consideram a escola boa avaliando como regular e ruim o seu espaço físico e como bons e regulares seus equipamentos e materiais pedagógicos.
Consideram bons os serviços oferecidos pela escola bem como o relacionamento entre eles e com os alunos.
Utilizam um tempo para auto capacitação e, fazem uso dos conhecimentos adquiridos em seus estudos, tornando as aulas mais interessantes.
III – CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, CONTEXTUALIZAÇÃO/JUSTIFICATIVA, FINALIDADES E OBJETIVOS, PERFIL DOS EDUCANDOS DA EJA
A. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade específica da Educação
Básica que se propõe a atender a um público ao qual foi negado o direito à educação durante a infância e adolescência seja pela oferta irregular de vagas, seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis.
Para que se considere a EJA enquanto uma modalidade educativa inscrita no campo do direito, faz-se necessário superar uma concepção dita compensatória cujas principais fundamentos são a de recuperação de um tempo de escolaridade perdido no passado e a idéia de que o tempo apropriado para o aprendizado é a infância e a adolescência. Nesta perspectiva, é preciso buscar uma concepção mais ampla das dimensões tempo/espaço de aprendizagem, na qual educadores e educandos estabeleçam uma relação mais dinâmica com o entorno social e com as suas questões, considerando que a juventude e a vida adulta são também tempos de aprendizagens. Os artigos 1.º e 2.º da LDBEN de 1996 fundamentam essa concepção enfatizando a educação como direito que se afirma independente do limite de idade:
Art. 1.º - "A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais".
Art. 2.º - "A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
Para que possamos estabelecer com clareza a parcela da população a ser atendida pela modalidade EJA, é fundamental refletir sobre o seu público, suas características e especificidades. Tal reflexão servirá de base para a elaboração de processos pedagógicos específicos para esse público. Segundo Marta Kohl, a Educação de Jovens e Adultos refere-se não apenas a uma questão etária, mas sobretudo de especificidade cultural, ou seja, embora defina-se um recorte cronológico, os jovens e adultos aos quais dirigem-se as ações educativas deste campo educacional não são quaisquer jovens e adultos, mas uma determinada parcela da população.
"O adulto, para a EJA, não é o estudante universitário, o profissional qualificado que freqüenta cursos de formação continuada ou de especialização, ou a pessoa adulta interessada em aperfeiçoar seus conhecimentos em áreas como artes, línguas estrangeiras ou música, por exemplo... E o jovem, relativamente recentemente incorporado ao território da antiga educação de adultos, não é aquele com uma história de escolaridade regular, o vestibulando ou o aluno de cursos extra-curriculares em busca de enriquecimento pessoal. Não é também o adolescente no sentido naturalizado de pertinência a uma etapa bio-psicológica da vida." (Oliveira, 1999, p.1.) Considerar a heterogeneidade desse público, quais seus interesses, suas identidades, suas preocupações, necessidades, expectativas em relação à escola, suas habilidades, enfim, suas vivências, torna-se de suma importância para a construção de uma proposta pedagógica que considere suas especificidades. É fundamental perceber quem é esse sujeito com o qual lidamos para que os conteúdos a serem trabalhados façam sentido, tenham significado, sejam elementos concretos na sua formação, instrumentalizando-o para uma intervenção significativa na realidade.
Visando atender melhor esse público heterogêneo, as quatro turmas do 2.º segmento, autorizadas pela SEDUC, foram organizadas, internamente, em 5 (cinco) turmas, sendo 3 (três) turmas do 2.º Ciclo Básico e 2 (duas) turmas do 3.º Ciclo Avançado.
Com um número menor de alunos em sala, é possível dar um acompanhamento mais efetivo e imediato, visando sanar as dificuldades de cada aluno. Com esta organização, os Projetos de Intervenções Pedagógicos serão ministrados durante o período de aula, continuamente.
B. CONTEXTUALIZAÇÃO / JUSTIFICATIVA
O ensino noturno na Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” já vigora há mais de dez anos. Passou por mudanças estruturais: iniciou-se com a denominação de Curso Regular de Suplência, depois se tornou Projeto de Correção do Fluxo Escolar. É importante ressaltar aqui que, a Escola foi escolhida pela Secretaria de Educação e Cultura (SEDUC) de Contagem, para iniciar a nova organização do Curso Regular de Suplência, a partir de uma proposta piloto que contava com o funcionamento de, a princípio, 05 turmas de educandos sendo atendidos por profissionais que foram especialmente selecionados e possuíam um perfil específico para o trabalho com os jovens e adultos. O regime de trabalho desses educadores contemplava mais três tardes extra-turno de trabalho para a formação continuada, a organização de uma proposta pedagógica adequada ao projeto e, para a produção de material didático pedagógico; tudo isso com o apoio estrutural e financeiro da SEDUC.
A avaliação do trabalho, nessa estrutura, foi considerada positiva e, resultou na implantação da modalidade descrita em outras escolas da rede.
O Curso Regular de Suplência, e, mais tarde, Projeto de Correção do Fluxo Escolar constituiu-se como uma estratégia de aceleração de estudos para alunos em atraso escolar e foi organizado em regime semestral; em cada semestre o educando cursava uma série, possibilitando a conclusão do Ensino Fundamental em dois anos.
Hoje, constatamos que o ensino noturno traz novas demandas; e faz-se necessária uma nova organização, capaz de atender às perspectivas de seu público e buscando assegurar sua permanência na escola. A própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 9394/96, em seu artigo 3, inciso I, contempla tal intenção quando coloca que “o ensino deverá ser ministrado com base nos princípios de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Em seu Art. 4º, a LDBEN reafirma e garante a oferta de
“educação regular para jovens e adultos com características, e modalidades adequadas às necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores, as condições de acesso e permanência na escola”.
Segundo Del Pino[1], vários programas de alfabetização ou de escolarização de jovens e adultos trabalhadores têm sido implementados por diferentes instâncias governamentais. Mais recentemente, na esfera federal, destacam-se programas como o Brasil Alfabetizado, Escola de Fábrica e o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na modalidade de Jovens e Adultos – PROEJA. Também, os sistemas de ensino estaduais e municipais começam a expandir sua atenção à educação para jovens e adultos e, novos programas e projetos vêm surgindo.
C. FINALIDADES E OBJETIVOS
O Curso de Educação de Jovens e Adultos tem por meta, o compromisso com a “Educação de Qualidade” que possibilite aos cidadãos, educandos, as aprendizagens fundamentais quanto a capacidade de aprender a conhecer, aprender a viver juntos, conviver, aprender a fazer e aprender a ser. Para tanto é necessário que a escola esteja comprometida com as garantias básicas do aprendizado escolar, ou seja, voltado intencionalmente para o desenvolvimento da competência e o domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
De posse dessas competências, que o educando terá a compreensão necessária do seu ambiente social e natural, do sistema político, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a sociedade, e desta forma, poder exercer sua cidadania com autonomia e dignidade.
De posse dessas competências, que o educando terá a compreensão necessária do seu ambiente social e natural, do sistema político, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a sociedade, e desta forma, poder exercer sua cidadania com autonomia e dignidade.
Caberá a escola garantir o acesso ao conhecimento de forma organizada, sistemática e intencional, daquilo que foi definido para o aprendizado e de relevância quanto ao patrimônio sócio cultural desenvolvido pela humanidade em seu tempo.
Para assegurar o acesso a todo esse patrimônio sócio-cultural, produzido pela humanidade, serão desenvolvidos nas áreas de conhecimento os conteúdos mínimos e princípios que devem constituir.
Para assegurar o acesso a todo esse patrimônio sócio-cultural, produzido pela humanidade, serão desenvolvidos nas áreas de conhecimento os conteúdos mínimos e princípios que devem constituir.
O curso Educação de Jovens e Adultos tem por objetivo contribuir para a formação dos educandos, tornando-os capazes de orientar suas vidas e adaptar-se conscientemente ao meio, através de seus próprios juízos e raciocínios. Para isso, necessitam desenvolver habilidades que lhes permitam participar efetivamente na estruturação e desenvolvimento de suas condições de vida.
Desta forma, as capacidades a serem desenvolvidas na Educação de Jovens e Adultos na Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” levará em consideração o sujeito desse processo. Isso significa que devemos considerar o sujeito, não pela negatividade (sujeito não escolarizado), mas pela sua rica trajetória de vida/experiência. Significa também, valorizá-lo como portador de direitos à vida, à liberdade e à educação durante toda a vida.
Somente com essa concepção de educação emancipatória torna-se possível enfrentar toda a diversidade existente em que a própria EJA se estrutura atualmente: as diferenças e antagonismo entre jovens e adultos e idosos, a diversidade religiosa em nossas escolas, as relações étnico-raciais, entre outros.
Diante disso, a Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” objetiva proporcionar ao educando de jovens e adultos, sem acesso ao sistema regular de ensino o engajamento num processo de educação que melhore sua situação sócio-econômica e sua atuação nas empresas onde trabalham e, possibilitar a implantação de uma nova modalidade didática que ofereça ao aluno condições mais adequadas para a conclusão de seus estudos em nível de Educação Básica.
Em suma, o objetivo da EJA é promover a inclusão social e a inserção no mercado de trabalho de jovens e adultos que não tiveram acesso à educação na idade própria, proporcionar condições para que essa parte da população construa sua cidadania e possa ter acesso à qualificação profissional, aumentar as taxas de escolarização.
A. PERFIL DOS EDUCANDOS DA EJA
A Educação de Jovens e Adultos não é restrita ao atendimento “escolar”. A EJA possui toda uma particularidade, para além do “ensinar” àqueles que não concluíram ( ou até nem começaram) os estudos escolares.
A primeira especificidade é justamente o sujeito-educando dessa modalidade: os sujeitos da EJA não são simplesmente definidos por determinada faixa etária, mas principalmente por características culturais.
“ isto é, apesar do corte pela idade ( basicamente, “não crianças”) esse território da educação diz respeito a reflexões e ações educativas dirigidas a qualquer jovem e adulto, mas delimita um determinado grupo de pessoas relativamente homogêneo no interior da diversidade de grupos culturais da sociedade contemporânea.” [1]
O adulto – para a Educação de Jovens e Adultos – não corresponde ao estereotipo ocidental da adultez: homem urbano, pertencente às camadas médias da população, com bom nível instrucional e inserido no mundo do trabalho em uma ocupação razoavelmente qualificada. Pelo contrário, geralmente esse adulto, é o imigrante (ou seus descendentes) que chega nos grandes centros urbanos provenientes das zonas rurais empobrecidas, filho de trabalhadores não qualificados e com baixa instrução escolar.
Do mesmo modo, o jovem da EJA não é o adolescente no sentido natural de pertinência de uma etapa biopsicoloógica da vida. Não é também aquele com um histórico escolar regular, ou um aluno de cursos extracurriculares em busca de enriquecimento cultural. Assim como o adulto supracitado, ele também é um excluído da escola, porém, geralmente incorporado aos cursos supletivos em fases adiantadas da escolaridade, com maiores chances, portanto, de concluir o ensino fundamental.
[1] Esse trecho foi retirado de uma cópia de artigo científico estudado pela equipe de educadores do noturno da Escola Municipal Estudante Leonardo Sadra, cujo autor e obra não foram possíveis identificar.
Em suma, podemos afirmar que o sujeito da EJA é constituído por homens e mulheres, trabalhadores e desempregados ou em busca do primeiro emprego; filhos, pais e mães; moradores urbanos de periferia, favelas e vilas. São sujeitos culturais, marginalizados nas esferas sócio-econômicas e educacionais, privados do acesso à cultura letrada e aos bens culturais e sociais, comprometendo uma participação mais
efetiva no mundo do trabalho, da política e da cultura. Vivem em um mundo urbano,
industrializado, burocrático e escolarizado, em geral trabalhando em ocupações não-
qualificadas. Trazem a marca da exclusão social, mas são sujeitos do tempo presente, formados pelas memórias que os constituem enquanto seres temporais.
São sujeitos que foram excluídos do sistema de ensino, seja pela entrada precoce no mercado de trabalho, seja pela falta de escolas ou ainda pelo histórico de passagem escolar marcada pelas repetências acumuladas e várias interrupções.
Quando retornam à escola, ora impulsionados pelo desejo manifesto de melhorar de vida, ora pelas exigências ligadas ao mundo do trabalho, ainda trazem, em sua grande maioria, marcas desse passado de exclusão, não se percebendo como sujeitos de direitos e de especificidades sócio-culturais, os quais efetivamente os são. Ainda, por possuírem uma rígida crença no modelo escolar, procuram reproduzir todos os hábitos e costumes de quando freqüentaram a este espaço e foram levados, por um motivo ou outro, a abandonar a escola. Isso tende a acontecer também com aqueles que embora nunca tenham colocado os pés em uma escola, possuem idéias bem precisas a respeito desse espaço.
Sendo assim, pensar em uma proposta de EJA para a escola significa, antes de tudo: que seja constituída como uma política inclusiva capaz de estabelecer uma realidade educativa, que não reproduza práticas e ações excludentes; que a escola tenha como matriz básica a centralidade nos sujeitos-educandos e perceba-os como portadores de identidade e valores múltiplos; e por fim, que não transforme a EJA em mera adaptação do ensino fundamental para crianças, ou anteparo dos alunos com dificuldades e/ou em conflito com “normas” estabelecidas em outros turnos e realidades.
Os educandos são sujeitos sociais, que têm história e memória, mostrando-se de forma diferenciada, conforme sua condição econômica, social e cultural. A escola democrática e inclusiva tem como objetivo central o oferecimento de uma formação para todos os jovens e adultos de nossa sociedade. Para isto, precisou diversificar-se o que se firmou especificamente a partir de 1996, com a lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional. Nesse sentido, as aprendizagens vêm sendo diferenciadas, deixando de ser padronizadas, como no antigo sistema se seriação.
A Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” favorece a sistematização do conhecimento produzido na escola e se torna um espaço aberto para intercâmbio e divulgação de experiências, fazendo ponte entre a pesquisa acadêmica e a prática escolar, garantindo avanços na definição de uma política de formação que tem como estratégia básica a qualificação em serviço.
O novo milênio exige de nós uma postura diferenciada, capaz de processar as mudanças que o mundo globalizado nos impõe.
IV – ÁREAS DO CONHECIMENTO
A. CONCEPÇÕES DAS ÁREAS E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Considerando-se o papel estratégico que os currículos desempenham para uma transposição didática adequada a um determinado contexto escolar, a organização em áreas pode constituir se num instrumento bastante pertinente. Isso, porque as áreas do conhecimento são delimitadas por critérios que cruzam, necessariamente, princípios próprios da pesquisa especializada, das demandas sociais e da organização do ensino-aprendizagem escolar.
Áreas do conhecimento no ensino fundamental organizam-se em diferentes níveis de complexidade,
· exigem procedimentos de mesma natureza,
· pressupõem, para os que desejam dominá-los, competências e habilidades semelhantes.
Por isso mesmo, quanto mais percebemos o que diferentes tipos de conhecimentos têm em comum, mais sabemos sobre cada um deles, mais percebemos sua pertinência social e melhor podemos organizá-los do ponto de vista da eficácia do ensino-aprendizagem escolar.
Uma das vantagens mais evidentes desse reconhecimento é a abordagem interdisciplinar dos conteúdos de cada matéria ou disciplina. Sem eliminar o ponto de vista que evidencia a especialidade de cada objeto do conhecimento, essa perspectiva evita a especialização precoce e artificial: o planejamento do ensino de disciplinas afins é, então, estimulado a articular-se no interior de uma mesma área e até entre as diferentes áreas, propiciando a criação de espaços comuns de ensino-aprendizagem.
A organização curricular em áreas do conhecimento é uma excelente oportunidade para a escola organizar suas atividades de forma a privilegiar o desenvolvimento daquelas capacidades, ferramentas e procedimentos que, por se revelarem implicados em conhecimentos disciplinares os mais variados e diversos, colaboram para o desenvolvimento da autonomia relativa do aluno no processo de aprendizagem.
Seja como for, convém não esquecer que nenhum processo de escolarização de conhecimentos será eficaz se todo o aparato que o constitui não considerar o que há de particular no aprendiz a que se destina. É para ele, no momento e nas situações por ele vivenciadas, que os objetos propostos pela escola precisam fazer sentido. Assim, a transposição didática envolve um processo de re-significação dos saberes, ou seja, um constante diálogo entre pesquisa especializada, vida, trabalho e demandas escolares. É nesse diálogo, podemos dizer, que se estabelece o que Charlot (2000) denomina como “relação pessoal com o saber”:
“A relação com o saber é relação de um sujeito com o mundo, com ele mesmo e com os outros. É relação com o mundo como conjunto de significados, mas, também, como espaço de atividades, e se inscreve no tempo. [...] Analisar a relação com o saber é estudar o sujeito confrontado à obrigação de aprender, em um mundo que ele partilha com outros [...] Essa análise concerne à relação com o saber que um sujeito singular inscreve num espaço social.” (p. 78-79)
Baseando-nos no autor acima citado, podemos dizer que a relação com o saber é o vínculo que o indivíduo estabelece com os conhecimentos socialmente solidificados em função de sua trajetória pessoal de aprendizagem, tanto formal quanto informal. Grosso modo, esse vínculo se manifesta em atitudes positivas ou negativas, ou seja, no desejo ou na resistência em aprender algo novo, assim como na atitude pessoal manifesta em relação aos diferentes tipos de saber, aos agentes e às instâncias relacionadas à aprendizagem.
A fim de discutir uma proposta interdisciplinar integrando as áreas do conhecimento no Ensino Fundamental, é prudente levarmos em conta alguns princípios fundamentais da interdisciplinaridade – a coerência e o diálogo. A coerência considera a efetividade de um conhecimento encarnado, impossível de ser compreendido de maneira fragmentada, desvinculada da vida, da história, do cotidiano vivenciado pelos seres que compartilham aquele contexto. Assim considerando, temos o todo que não pode ser concebido como simples soma das partes dos conteúdos, mas sim descobrindo a essência das partes e vislumbrando um novo sentido para os conteúdos programáticos do currículo. Além do mais, não é possível pensar uma educação que não considere o homem em sua totalidade. Já não é mais admissível conceber que seja apresentado ao aluno apenas o fragmento de textos contidos nos livros didáticos. Na realidade, urge velozmente fornecer caminhos para que ele construa seu conhecimento por meio de um movimento por ele criado, vivido na sua intensidade, próximo de sua realidade cotidiana, ou seja, aquilo que denominamos como aprendizagem significativa, que faça sentido para sua realidade. Esse movimento só pode ser constituído se houver coerência no trabalho da equipe de professores. Coerência interna, nos objetivos pessoais, profissionais, levando em conta a diversidade cultural, a realidade da escola e a Proposta Pedagógica da instituição de ensino. Conceber o ensino nessa proposta supõe romper com as memórias de escola como conhecimento morto, passível somente de transmissão, em que é ouvida apenas a voz do professor. Para a interdisciplinaridade, a escola precisa trabalhar com um conhecimento vivo e dialogado, que tenha sentido para os que nela habitam: professores e alunos. O processo pedagógico precisa se fundamentar no diálogo entre as pessoas e entre as disciplinas.
Hoje, mais do que nunca, reafirmamos a importância do diálogo, única condição possível de eliminação das barreiras entre as disciplinas. Disciplinas dialogam quando as pessoas se dispõem a isto.
Eliminar as barreiras entre as disciplinas é um gesto de ousadia, uma tentativa de romper com um ensino transmissivo e morto, distante dos olhos dos jovens e dos adultos. Assim, a interdisciplinaridade oferece algumas reflexões, fruto das pesquisas realizadas ao longo de vinte anos no interior de escolas públicas e privadas, que permitem a eleição de um outro olhar sobre a transposição das barreiras que tendem a se levantar diante da tênue linha que caracteriza a especificidade de uma disciplina.
A organização do trabalho pedagógico na EJA tem especificidades que devem ser observadas: precisam contemplar conteúdos significativos para a vida do aluno, tempo diferenciado de aprendizagem, horários diversificados, observando os limites e possibilidades de cada educando em sua singularidade, pois cada um possui seu tempo próprio de formação, elaborando conceitos a partir de uma perspectiva de re-significação do mundo e de si mesmo.
Nessa visão, cabe ao processo educacional da EJA, apontar para uma nova relação entre ciência, trabalho e cultura que constitua uma base sólida de formação científica e histórica, possibilitando aos educandos, além do desenvolvimento de suas potencialidades como seres humanos, também o desenvolvimento do senso crítico, das capacidades de ler e interpretar o mundo, por meio da atividade reflexiva.
No transcurso do processo, a autonomia dos educandos deve ser estimulada para lhes facilitar a continuidade dos estudos com sucesso, pois se sabe que, algumas das vicissitudes biográficas que ocasionaram suas dificuldades em freqüentar a escola no passado, podem dificultar a sua perseverança no presente.
Será sempre necessário atentar para os motivos desses alunos e compreendê-los em suas dificuldades de maneira muito mais sutil do que se faria com outras turmas, não esquecendo de que são trabalhadores, jovens, adultos e/ou idosos que já possuem uma caminhada e cuja experiência pode ser um rico veio no qual o professor poderá fundamentar o processo de ensino.
Na EJA o educador deixa de ser o professor que ministra uma aula de sua disciplina específica para se tornar um educador de jovens e adultos, ou seja, um profissional capaz de transitar por todas as áreas (LINGUAGENS: Língua Portuguesa, Línguas Estrangeira, Artes, Educação Física , MATEMÁTICA, CIÊNCIAS HUMANAS: Historia, Geografia e Ensino Religioso e CIÊNCIAS NATURAIS), tendo domínio de uma em especial, aquela de sua formação acadêmica.
Diante, da inviabilidade do trabalho individual, os profissionais da educação devem atuar em conjunto com a equipe e a comunidade a que pertence. Nessa prática, discutem-se as idéias e as propostas com os pares-educadores, fazendo do trabalho coletivo uma estratégia para a organização de uma educação de jovens e adultos. Assim, não há mais espaço para a fragmentação, tudo é parte de um todo.
A.1 - LINGUAGENS: Língua Portuguesa, Línguas Estrangeira, Artes, Educação Física
Ø Que o educando tenha competência quanto à leitura e interpretação, dos mais variados gêneros literários e dos meios de informação;
Ø Que saiba produzir textos dos mais variados estilos e fins;
Ø E que, destas competências consiga garantir a comunicação através da apresentação das idéias com clareza e fundamento, sejam estas escritas ou faladas.
Ø Identificar placas, cartazes e rótulos de produtos;
Ø Saber entender mensagens visuais, comidas, cardápios, vitrines, através do conhecimento da linguagem;
Ø Transmitir dados pessoais, de informações, canções;
Ø Mostrar o uso do estrangeirismo no cotidiano e a importância da língua inglesa;
Ø Interpretar cartazes e placas (fazer inferências);
Ø Promover o entendimento da arte como sendo parte do nosso cotidiano;
Ø Ser crítico e criterioso quanto a análise dessa arte, que se expressa no cotidiano;
Ø Conhecer a arte enquanto parte do movimento histórico, enquanto linguagem;
Ø Desenvolver a criatividade através do aprimoramento da sensibilidade.
A.2 – MATEMÁTICA:
Ø Que o aluno saiba aplicar os conhecimentos matemáticos no seu dia-a-dia;
Ø Que aprenda ler e interpretar de acordo com a leitura matemática os problemas e desafios da atualidade;
Ø Que domine cálculos aproximados, estimativas mentais e principalmente as operações aritméticas.
A.3– CIÊNCIAS HUMANAS: Historia, Geografia e Ensino Religioso
Ø Possa compreender o passado na perspectiva de transformar o presente;
Ø Vincular a compreensão da história ao mundo atual;
Ø Compreender a cidadania como resultado de lutas, confrontos e posições a serem assumidas sócio-culturalmente, independentes e criticas;
Ø Saber ler e interpretar mapas, gráficos e tabelas;
Ø Compreender o meio e o mundo em que está inserido;
Ø Ser capaz de analisar e refletir sobre o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações, e o papel das sociedades na construção do território, paisagem e lugar;
Ø Compreender a cidadania enquanto ação que valoriza o patrimônio sociocultural e ambiental, e da relação destes com os avanços tecnológicos.
A.4 – CIÊNCIAS NATURAIS
Ø Conhecer e respeitar a diversidade da vida;
Ø Identificar a ciência como maneira de entender o mundo e a vida cotidiana;
Ø Compreender a importância da vida, e das relações com a alimentação, saúde,
Ø higiene e todas as suas implicações, da prevenção e cuidados necessários.
V – DAS COMPETÊNCIAS DO 2.º SEGMENTO
A. Competências de Ciências Naturais
F1 - Compreender a ciência como atividade humana, histórica, associada a aspectos
de ordem social, econômica, política e cultural.
F2 - Compreender conhecimentos científicos e tecnológicos como meios para suprir
necessidades humanas, identificando riscos e benefícios de suas aplicações.
F3 - Compreender a natureza como um sistema dinâmico e o ser humano, em
sociedade, como um de seus agentes de transformações.
F4 - Compreender a saúde como bem pessoal e ambiental que deve ser promovido
por meio de diferentes agentes, de forma individual e coletiva.
F5 - Compreender o próprio corpo e a sexualidade como elementos de realização
humana, valorizando e desenvolvendo a formação de hábitos de auto-cuidado, de auto-estima e de respeito ao outro.
F6 - Aplicar conhecimentos e tecnologias associadas às ciências naturais em
diferentes contextos relevantes para a vida.
F7 - Diagnosticar problemas, formular questões e propor soluções a partir de conhecimentos das ciências naturais em diferentes contextos.
F8 -Compreender o Sistema Solar em sua configuração cósmica e a Terra em sua
constituição geológica e planetária.
F9 - Reconhecer na natureza e avaliar a disponibilidade de recursos materiais e energéticos e os processos para sua obtenção e utilização.
B. Competências de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Educação
Artística e Educação Física
F1 - Reconhecer as linguagens como elementos integradores dos sistemas de comunicação e construir uma consciência crítica sobre os usos que se fazem delas.
F2 - Construir um conhecimento sobre a organização do texto em LEM e aplicá-lo em diferentes situações de comunicação, tendo por base os conhecimentos de língua materna.
F3 - Compreender a arte e a cultura corporal como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo e respeitando o patrimônio cultural, com base na identificação de padrões estéticos e cinestésicos de diferentes grupos socioculturais.
F4 - Compreender as relações entre arte e a leitura da realidade, por meio da reflexão e investigação do processo artístico e do reconhecimento dos materiais e procedimentos usados no contexto cultural de produção da arte.
F5 - Compreender as relações entre o texto literário e o contexto histórico, social, político e cultural, valorizando a literatura como patrimônio nacional.
F6 - Utilizar a língua materna para estruturar a experiência e explicar a realidade.
F7 - Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação de textos.
F8 - Reconhecer e valorizar a linguagem de seu grupo social e as diferentes variedades do português, procurando combater o preconceito lingüístico. 22
F9 - Usar os conhecimentos adquiridos por meio da análise lingüística para expandir sua capacidade de uso da linguagem, ampliando a capacidade de análise crítica.
C. Competências de Matemática
M1 - Compreender a Matemática como construção humana, relacionando o seu desenvolvimento com a transformação da sociedade.
M2 - Ampliar formas de raciocínio e processos mentais por meio de indução, dedução, analogia e estimativa, utilizando conceitos e procedimentos matemáticos.
M3 - Construir significados e ampliar os já existentes para os números naturais, inteiros e racionais.
M4 - Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade, e agir sobre ela.
M5 - Construir e ampliar noções de grandezas e medidas para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
M6 - Construir e ampliar noções de variação de grandeza para a compreensão da realidade e a solução de problemas do cotidiano.
M7 - Construir e utilizar conceitos algébricos para modelar e resolver problemas.
M8 - Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência, extrapolação, interpolação e
interpretação.
M9 - Compreender conceitos, estratégias e situações matemáticas numéricas para aplicá-los a situações diversas no contexto das ciências, da tecnologia e da atividade cotidiana.
D. Competências de História e Geografia
F1 - Compreender processos sociais utilizando conhecimentos históricos e geográficos.
F2 - Compreender o papel das sociedades no processo de produção do espaço, do território, da paisagem e do lugar.
F3 - Compreender a importância do patrimônio cultural e respeitar a diversidade étnica.
F4 - Compreender e valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, de
forma a favorecer uma atuação consciente do indivíduo na sociedade.
F5 - Compreender o processo histórico de ocupação do território e a formação da sociedade brasileira.
F6 - Interpretar a formação e organização do espaço geográfico brasileiro, considerando diferentes escalas.
F7 - Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente.
F8 - Compreender a organização política e econômica das sociedades contemporâneas.
F9 - Compreender os processos de formação das instituições sociais e políticas a
partir de diferentes formas de regulamentação das sociedades e do espaço geográfico.
DAS HABILIDADES DO 2.º SEGMENTO
A. Habilidades de Ciências Naturais
H1 - Identificar e descrever diferentes representações dos fenômenos naturais a partir da leitura de imagens ou textos.
H2 - Relacionar diferentes explicações propostas para um mesmo fenômeno natural, na perspectiva histórica do conhecimento científico.
H3 - Associar determinadas transformações culturais em função do desenvolvimento científico e tecnológico.
H4 - Selecionar argumentos científico-tecnológicos que pretendam explicar fenômenos sociais, econômicos e ambientais do passado e do presente.
H5 - Identificar propostas solidárias de intervenção voltadas à superação de problemas sociais, econômicos ou ambientais.
H6 - Observar e identificar, em representações variadas, fontes e transformações de energia que ocorrem em processos naturais e tecnológicos.
H7 - Identificar processos e substâncias utilizados na produção e conservação dos alimentos, e noutros produtos de uso comum, avaliando riscos e benefícios dessa utilização para a saúde pessoal.
H8 - Associar a solução de problemas da comunicação, transporte, saúde (como epidemias) ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.
H9 - Reconhecer argumentos pró ou contra o uso de determinadas tecnologias para solução de necessidades humanas, relacionadas à saúde, moradia, transporte, agricultura, etc.
H10 – Selecionar, dentre as diferentes formas de se obter um mesmo recurso material ou energético, as mais adequadas ou viáveis para suprir as necessidades de determinada região.
H11 – Descrever e comparar diferentes seres vivos que habitam diferentes ambientes, segundo suas características ecológicas.
H12 – Identificar, em situações reais, perturbações ambientais ou medidas de recuperação.
H13 - Relacionar transferência de energia e ciclo de matéria a diferentes processos (alimentação, fotossíntese, respiração e decomposição).
H14 - Relacionar, no espaço ou no tempo, mudanças na qualidade do solo, da água ou do ar às intervenções humanas.
H15 – Propor alternativas de produção que minimizem os danos ao ambiente provocados por atividades industriais ou agrícolas.
H16 - Identificar e interpretar a variação dos indicadores de saúde e de desenvolvimento humano, a partir de dados apresentados em gráficos, tabelas ou textos discursivos.
H17 - Associar a qualidade de vida, em diferentes faixas etárias e em diferentes regiões, a fatores sociais e ambientais que contribuam para isso.
H18 - Relacionar a incidência de doenças ocupacionais, degenerativas e infecto-contagiosas a condições que favorecem a sua ocorrência.
H19 - Comparar argumentos sobre problemas de saúde do trabalhador decorrentes de suas condições de trabalho.
H20 - Comparar e selecionar alternativas de condições de trabalho e/ou normas de segurança em diferentes contextos, valorizando o conhecimento científico e o bem estar físico e mental de si próprio e daqueles com quem convive.
H21 - Representar (localizar, nomear, descrever) órgãos ou sistemas do corpo humano, identificando hábitos de manutenção da saúde, funções, disfunções ou doenças a eles relacionadas.
H22 - Associar sintomas de doenças a suas possíveis causas ou a resultados de testes diagnósticos simples, prevenindo-se contra a automedicação e valorizando o tratamento médico adequado.
H23 - Relacionar saúde com hábitos alimentares, atividade física e uso de medicamentos e outras drogas, considerando diferentes momentos do ciclo de vida humano.
H24 - Analisar o funcionamento de métodos anticoncepcionais e reconhecer a importância de alguns deles na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, considerando diferentes momentos do desenvolvimento sexual e psíquico do ser humano.
H25 - Selecionar e justificar propostas em prol da saúde física ou mental dos indivíduos ou da coletividade, em diferentes condições etárias, culturais ou sócio-ambientais.
H26 - Associar procedimentos, precauções ou outras informações expressas em rótulos, bulas ou manuais de produtos de uso cotidiano a características de substâncias que os constituem.
H27 - Examinar a possível equivalência da composição de produtos de uso cotidiano (limpeza doméstica, higiene pessoal, alimentos, medicamentos ou outros).
H28 - Comparar, entre diversos bens de consumo, o mais adequado a determinada finalidade, baseando-se em propriedades das substâncias (e/ou misturas) que os constituem, ou outras características relevantes.
H29 - Selecionar testes de controle ou outros parâmetros de qualidade de produtos, conforme determinados argumentos ou explicações, tendo em vista a defesa do consumidor.
H30 - Diagnosticar situações do cotidiano em que ocorrem desperdícios de energia ou matéria, e propor formas de minimizá-las.
H31 - Reconhecer na linguagem corrente informações científicas apresentadas em diferentes linguagens (matemática, artística ou científica) a respeito de processos naturais ou induzidos pela atividade humana.
H32 - Relacionar comportamento de variáveis à explicação de determinado fenômeno natural, a partir de uma situação concreta expressa em linguagem matemática ou outra.
H33 - Combinar leituras, observações, experimentações e outros procedimentos para diagnosticar e enfrentar um dado problema.
H34 - Analisar o uso de procedimentos, de equipamentos ou dos resultados por eles obtidos, para uma dada finalidade prática ou a investigação de fenômenos.
H35 - Comparar procedimentos propostos para o enfrentamento de um problema real, decidindo os que melhor atendem ao interesse coletivo, utilizando informações científicas.
H36 - Reconhecer e/ou empregar linguagem científica (nomes, gráficos, símbolos e representações) relativa à Terra e ao sistema solar.
H37 - Relacionar diferentes fenômenos cíclicos como: dia-noite, estações do ano, climas e eclipses aos movimentos da Terra e da Lua.
H38 - Fazer previsões sobre marés, eclipses ou fases da Lua a partir de uma dada configuração das posições relativas da Terra, Sol e Lua ou outras informações dadas.
H39 - Analisar argumentos que refutam ou aceitam conclusões apresentadas sobre características do planeta Terra.
H40 - Estabelecer relações entre informações para explicar transformações naturais ou induzidas pelas atividades humanas como maremotos, vulcões, enchentes, desertificação, etc.
H41 - Identificar finalidades, riscos e benefícios dos processos de obtenção de recursos materiais e energéticos, apresentados em gráficos, figuras, tabelas ou textos.
H42 - Relacionar diferentes recursos naturais - seres vivos, materiais ou energia - a bens de consumo utilizados no cotidiano.
H43 - Investigar o significado e a importância da água e de seu ciclo em relação a condições sócio-ambientais.
H44 - Comparar, entre os vários processos de fracionamento de misturas existentes na natureza, os mais adequados para se obter os produtos desejados.
H45 - Analisar propostas para o uso de materiais e recursos energéticos, tendo em vista o desenvolvimento sustentável, considerando-se as características e disponibilidades regionais (de subsolo, vegetação, rios, ventos, oceanos, etc.)
B. Habilidades de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Educação Artística
e Educação Física
H1 - Reconhecer as linguagens como elementos integradores dos sistemas de comunicação.
H2 - Distinguir os diferentes recursos das linguagens, utilizados em diferentes sistemas de comunicação e informação.
H3 - Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais e do mundo do trabalho.
H4 - Relacionar informações sobre os sistemas de comunicação e informação, considerando sua função social.
H5 - Posicionar-se criticamente sobre os usos sociais que se fazem das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.
H6 - Inferir a função de um texto em LEM pela interpretação de elementos da sua organização.
H7 - Identificar recursos verbais e não-verbais na organização de um texto em LEM.
H8 - Atribuir um sentido previsível a um texto em LEM presente em situação da vida social e do mundo do trabalho.
H9 - Identificar a função argumentativa do uso de determinados termos e expressões de outras línguas no Brasil.
H10 - Reconhecer os valores culturais representados em outras línguas e suas relações com a língua materna.
H11 - Identificar em manifestações culturais elementos históricos e sociais.
H12 - Identificar as mudanças/permanências de padrões estéticos e/ou cinestésicos em diferentes contextos históricos e sociais.
H13 - Comparar manifestações estéticas e/ou cinestésicas em diferentes contextos.
H14 - Analisar, nas diferentes manifestações culturais, os fatores de construção de identidade e de estabelecimento de diferenças sociais e históricas.
H15 - Posicionar-se criticamente sobre os valores sociais expressos nas manifestações culturais: padrões de beleza, caracterizações estereotipadas e preconceitos.
H16 - Identificar produtos e procedimentos artísticos expressos em várias linguagens.
H17 - Reconhecer diferentes padrões artísticos, associando-os ao seu contexto de produção.
H18 - Utilizar os conhecimentos sobre a relação entre arte e realidade, para atribuir um sentido para uma obra artística.
H19 - Relacionar os sentidos de uma obra artística a possíveis leituras dessa obra, em diferentes épocas.
H20 - Reconhecer a obra de arte como fator de promoção dos direitos e valores humanos.
H21 - Identificar categorias pertinentes para a análise e interpretação do texto literário.
H22 - Reconhecer os procedimentos de construção do texto literário.
H23 - Utilizar os conhecimentos sobre a construção do texto literário para atribuir-lhe um sentido.
H24 - Identificar em um texto literário as relações entre tema, estilo e contexto histórico de produção.
H25 - Reconhecer a importância do patrimônio literário para a preservação da memória e da identidade nacional.
H26 - Reconhecer temas, gêneros, suportes textuais, formas e recursos expressivos.
H27 - Identificar os elementos organizacionais e estruturais de textos de diferentes gêneros.
H28 - Identificar a função predominante (informativa, persuasiva etc.) dos textos em situações específicas de interlocução.
H29 - Relacionar textos a um dado contexto (histórico, social, político, cultural etc.).
H30 - Reconhecer a importância do patrimônio lingüístico para a preservação da memória e da identidade nacional.
H31 - Reconhecer em textos os procedimentos de persuasão utilizados pelo autor.
H32 - Identificar referências intertextuais.
H33 - Inferir as possíveis intenções do autor marcadas no texto.
H34 - Contrapor interpretações de um mesmo fato em diferentes textos.
H35 - Identificar em textos as marcas de valores e intenções que expressam interesses políticos, ideológicos e econômicos. 24
H36 - Identificar, em textos de diferentes gêneros, as variedades lingüísticas sociais, regionais e de registro (situações de formalidade e coloquialidade).
H37 - Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas lingüísticas (fonéticas, morfológicas, sintáticas e semânticas) que singularizam as diferentes variedades sociais, regionais e de registro.
H38 - Reconhecer no texto a variedade lingüística adequada ao contexto de interlocução.
H39 - Comparar diferentes variedades lingüísticas, verificando sua adequação em diferentes situações de interlocução.
H40 - Identificar a relação entre preconceitos sociais e usos lingüísticos.
H41 - Reconhecer as categorias explicativas básicas dos processos lingüísticos, demonstrando domínio do léxico da língua.
H42 - Identificar os efeitos de sentido que resultam da utilização de determinados recursos lingüísticos.
H43 - Reconhecer pressuposições e subentendidos em um texto.
H44 - Identificar em um texto os mecanismos lingüísticos na construção da argumentação.
H45 - Reconhecer a importância da análise lingüística na construção de uma visão crítica do texto.
C. Habilidades de Matemática
H1 - Identificar e interpretar, a partir da leitura de textos apropriados, diferentes registros do conhecimento matemático ao longo do tempo.
H2 - Reconhecer a contribuição da Matemática na compreensão e análise de fenômenos naturais, e da produção tecnológica, ao longo da história.
H3 - Identificar o recurso matemático utilizado pelo homem, ao longo da história, para enfrentar e resolver problemas.
H4 - Identificar a Matemática como importante recurso para a construção de argumentação.
H5 - Reconhecer, pela leitura de textos apropriados, a importância da Matemática na elaboração de proposta de intervenção solidária na realidade.
H6 - Identificar e interpretar conceitos e procedimentos matemáticos expressos em diferentes formas.
H7 - Utilizar conceitos e procedimentos matemáticos para explicar fenômenos ou fatos do cotidiano.
H8 - Utilizar conceitos e procedimentos matemáticos para construir formas de raciocínio que permitam aplicar estratégias para a resolução de problemas.
H9 - Identificar e utilizar conceitos e procedimentos matemáticos na construção de argumentação consistente.
H10 - Reconhecer a adequação da proposta de ação solidária, utilizando conceitos e procedimentos matemáticos.
H11 - Identificar, interpretar e representar os números naturais, inteiros e racionais.
H12 - Construir e aplicar conceitos de números naturais, inteiros e racionais, para explicar fenômenos de qualquer natureza.
H13 - Interpretar informações e operar com números naturais, inteiros e racionais, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
H14 - Utilizar os números naturais, inteiros e racionais, na construção de argumentos sobre afirmações quantitativas de qualquer natureza.
H15 - Recorrer à compreensão numérica para avaliar propostas de intervenção frente a problemas da realidade.
H16 - Identificar e interpretar fenômenos de qualquer natureza expressos em linguagem geométrica.
H17 - Construir e identificar conceitos geométricos no contexto da atividade cotidiana.
H18 - Interpretar informações e aplicar estratégias geométricas na solução de problemas do cotidiano.
H19 - Utilizar conceitos geométricos na seleção de argumentos propostos como solução de problemas do cotidiano.
H20 - Recorrer a conceitos geométricos para avaliar propostas de intervenção sobre problemas do cotidiano.
H21 - Identificar e interpretar registros, utilizando a notação convencional de medidas.
H22 - Estabelecer relações adequadas entre os diversos sistemas de medida e a representação de fenômenos naturais e do cotidiano.
H23 - Selecionar, compatibilizar e operar informações métricas de diferentes sistemas ou unidades de medida na resolução de problemas do cotidiano.
H24 - Selecionar e relacionar informações referentes a estimativas ou outras formas de mensuração de fenômenos de natureza qualquer, com a construção de argumentação que possibilitem sua compreensão.
H25 - Reconhecer propostas adequadas de ação sobre a realidade, utilizando medidas e estimativas.
H26 - Identificar grandezas direta e inversamente proporcionais, e interpretar a notação usual de porcentagem.
H27 - Identificar e avaliar a variação de grandezas para explicar fenômenos naturais, processos socioeconômicos e da produção tecnológica.
H28 - Resolver problemas envolvendo grandezas direta e inversamente proporcionais e porcentagem.
H29 - Identificar e interpretar variações percentuais de variável socioeconômica ou técnico-científica como importante recurso para a construção de argumentação consistente.
H30 - Recorrer a cálculos com porcentagem e relações entre grandezas proporcionais para avaliar a adequação de propostas de intervenção na realidade.
H31 - Identificar, interpretar e utilizar a linguagem algébrica como uma generalização de conceitos aritméticos.
H32 - Caracterizar fenômenos naturais e processos da produção tecnológica, utilizando expressões algébricas e equações de 1° e 2° graus.
H33 - Utilizar expressões algébricas e equações de 1° e 2° graus para modelar e resolver problemas.
H34 - Analisar o comportamento de variável, utilizando ferramentas algébricas como importante recurso para a construção de argumentação consistente.
H35 - Avaliar, com auxílio de ferramentas algébricas, a adequação de propostas de intervenção na realidade.
H36 - Reconhecer e interpretar as informações de natureza científica ou social expressas em gráficos ou tabelas.
H37 - Identificar ou inferir aspectos relacionados a fenômenos de natureza científica ou social, a partir de informações expressas em gráficos ou tabelas.
H38 - Selecionar e interpretar informações expressas em gráficos ou tabelas para a resolução de problemas.
H39 - Analisar o comportamento de variável expresso em gráficos ou tabelas, como importante recurso para a construção de argumentação consistente.
H40 - Avaliar, com auxílio de dados apresentados em gráficos ou tabelas, a adequação de propostas de intervenção na realidade.
H41 - Identificar e interpretar estratégias e situações matemáticas numéricas aplicadas em contextos diversos da ciência e da tecnologia.
H42 - Construir e identificar conceitos matemáticos numéricos na interpretação de fenômenos em contextos diversos da ciência e da tecnologia.
H43 - Interpretar informações e aplicar estratégias matemáticas numéricas na solução de problemas em contextos diversos da ciência e da tecnologia.
H44 - Utilizar conceitos e estratégias matemáticas numéricas na seleção de argumentos propostos como solução de problemas, em contextos diversos da ciência e da tecnologia.
H45 - Recorrer a conceitos matemáticos numéricos para avaliar propostas de intervenção sobre problemas de natureza científica e tecnológica.
D. Habilidades de História e Geografia
H1 - Identificar diferentes formas de representação de fatos e fenômenos histórico
geográficos expressos em diferentes linguagens.
H2 – Reconhecer transformações temporais e espaciais na realidade.
H3 - Interpretar realidades históricas e geográficas estabelecendo relações entre diferentes fatos e processos sociais.
H4 - Comparar diferentes explicações para fatos e processos históricos e/ou geográficos.
H5 – Considerar o respeito aos valores humanos e à diversidade sóciocultural, nas
análises de fatos e processos históricos e geográficos.
H6 – Identificar fenômenos e fatos histórico-geográficos e suas dimensões espaciais e temporais, utilizando mapas e gráficos.
H7 – Analisar geograficamente características e dinâmicas dos fluxos populacionais, relacionando-os com a constituição do espaço.
H8 – Interpretar situações histórico-geográficas da sociedade brasileira referentes à constituição do espaço, do território, da paisagem e/ou do lugar.
H9 – Comparar os processos de formação socioeconômicos e geográficos da sociedade brasileira.
H10 – Comparar propostas de soluções para problemas de natureza socioambiental, respeitando valores humanos e a diversidade sociocultural.
H11 – Identificar características de diferentes patrimônios étnico-culturais e artísticos.
H12 – Reconhecer a diversidade dos patrimônios étnico-culturais e artísticos em diferentes sociedades.
H13 - Interpretar os significados de diferentes manifestações populares como
representação do patrimônio regional e cultural.
H14 - Comparar as diferentes representações étnico-culturais e artísticas.
H15 – Identificar propostas que reconheçam a importância do patrimônio étnico-cultural e artístico para a preservação das memórias e das identidades nacionais.
H16 – Identificar em diferentes documentos históricos os fundamentos da
cidadania e da democracia presentes na vida social.
H17 – Caracterizar as lutas sociais, em prol da cidadania e da democracia, em diversos momentos históricos.
H18 – Relacionar os fundamentos da cidadania e da democracia, do presente e do passado, aos valores éticos e morais na vida cotidiana.
H19 – Discutir situações da vida cotidiana relacionadas a preconceitos étnicos, culturais, religiosos e de qualquer outra natureza.
H20 – Selecionar criticamente propostas de inclusão social, demonstrando respeito aos direitos humanos e à diversidade sociocultural.
H21 – Identificar em diferentes documentos históricos e geográficos vários movimentos sociais brasileiros e seu papel na transformação da realidade.
H22 – Investigar criticamente o significado da construção e divulgação dos marcos históricos relacionados à história da formação da sociedade brasileira.
H23 – Interpretar o processo de ocupação e formação da sociedade brasileira, a partir da análise de fatos e processos históricos.
H24 – Analisar relações entre as sociedades e a natureza na construção do espaço histórico e geográfico.
H25 – Avaliar propostas para superação dos desafios sociais, políticos e econômicos enfrentados pela sociedade brasileira na construção de sua identidade nacional.
H26 – Identificar representações do espaço geográfico em textos científicos, imagens, fotos, gráficos, etc.
H27 – Caracterizar formas espaciais criadas pelas sociedades, no processo de formação e organização do espaço geográfico, que contemplem a dinâmica entre a cidade e o campo.
H28 – Analisar interações entre sociedade e natureza na organização do espaço histórico e geográfico, envolvendo a cidade e o campo.
H29 – Discutir diferentes formas de uso e apropriação dos espaços, envolvendo a cidade e o campo, e suas transformações no tempo.
H30 – A partir de interpretações cartográficas do espaço geográfico brasileiro, estabelecer propostas de intervenção solidária para consolidação dos valores
humanos e de equilíbrio ambiental.
H31 – Associar as características do ambiente (local ou regional) à vida pessoal e social.
H32 – Identificar a presença dos recursos naturais na organização do espaço geográfico, relacionando transformações naturais e intervenção humana.
H33 - Relacionar a diversidade morfoclimática do território brasileiro com a distribuição dos recursos naturais.
H34 - Analisar criticamente as implicações sociais e ambientais do uso das tecnologias em diferentes contextos histórico-geográficos.
H35 – Selecionar procedimentos e uso de diferentes tecnologias em contextos histórico-geográficos específicos, tendo em vista a conservação do ambiente.
H36 - Identificar aspectos da realidade econômico-social de um país ou região, a partir de indicadores socioeconômicos graficamente representados.
H37 – Caracterizar formas de circulação de informação, capitais, mercadorias e serviços no tempo e no espaço.
H38 - Comparar os diferentes modos de vida das populações, utilizando dados sobre produção, circulação e consumo.
H39 – Discutir formas de propagação de hábitos de consumo que induzam a sistemas produtivos predatórios do ambiente e da sociedade.
H40 – Comparar organizações políticas, econômicas e sociais no mundo contemporâneo, na identificação de propostas que propiciem eqüidade na
qualidade de vida de sua população.
H41 - Identificar os processos de formação das instituições sociais e políticas que regulamentam a sociedade e o espaço geográfico brasileiro.
H42 - Estabelecer relações entre os processos de formação das instituições sociais e políticas.
H43 - Compreender o significado histórico das instituições sociais considerando as relações de poder, a partir de situação dada.
H44 – Discutir situações em que os direitos dos cidadãos foram conquistados, mas não usufruídos por todos os segmentos sociais.
H45 – Comparar propostas e ações das instituições sociais e políticas, no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social.
VI- DAS COMPETÊNCIAS DO 1.º SEGMENTO
DAS HABILIDADES DO 1.º SEGMENTO
VII– SUJEITOS EDUCADORES DA EJA
O professor da EJA requer especificidades para trabalhar com seu público alvo, que já traz para a sala de aula uma leitura articulada do mundo (Freire, 1996): estes
alunos possuem estratégias de sobrevivência na sociedade gráfica e letrada que devem ser consideradas durante a EJA. Eles buscam na escola apropriar-se da
tecnologia da leitura, da escrita e dos números para compreender e se inserir melhor
no mundo globalizado. A ação do professor que trabalha com a educação de jovens
e adultos consiste sobretudo em estimular no educando a consciência crítica de si
e do mundo, habilitando-o com os conhecimentos científicos e sociais acumulados
pela civilização humana e necessários para este objetivo.
Um dos ofícios do professor é trabalhar o conhecimento em sala de aula, da forma mais clara possível para que seu aluno possa ter a oportunidade de analisá-lo e questioná-lo, e não apenas absorver informações. Quando se trata de alunos da EJA, o professor também precisa considerar a bagagem de experiência e conhecimento que seu aluno já possui, para transformar as informações já adquiridas por esse aluno em conhecimento útil.
Ensinar não é transferir conhecimentos e conteúdos, nem formar é a ação pela qual um sujeito criador dá forma ou alma a um corpo indeciso e acomodado (Freire, 1996): para se ensinar bem é preciso que o aluno de fato aprenda (Demo, 2004), uma obviedade que nem sempre é levada em consideração. Ensinar, acima de tudo, exige respeito ao saberes dos educandos, que formam e são socialmente construídos na sua prática comunitária. O ato de educar não se limita aos “conteúdos” que o professor possui, pois deve partir do princípio de que há uma troca efetiva de informações e de conhecimento entre educador e educando.
A boa formação do profissional da EJA é um dos principais fatores que auxiliará no processo de aperfeiçoamento da qualidade da educação daqueles que buscam na instituição escolar uma oportunidade de ampliar a sua participação na comunidade, de ascender socialmente e de tornar-se um verdadeiro cidadão, processos fundamentais para o desenvolvimento do Brasil.
Pode-se dizer que o preparo de um docente voltado para a EJA deve incluir, além das exigências formativas para todo e qualquer professor, aquelas relativas às características que diferenciam esta modalidade de ensino.
A – FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DO EDUCADOR
| NOME | CARGO | ÁREA DE FORMAÇÃO | ATUAÇÃO NA PROPOSTA | ||
| Médio | Graduação | Especialização | |||
| Michele Lopes da Silva | PEB I | 2.º | Pedagogia | Educa-ção | 16 aulas de Alfabetização |
| Maria Aparecida Gomes da Silva | PEB I | Mag | | | 16 aulas de Alfabetização |
| Sônia Lucas Pereira | PEB I | Mag | Normal Superior | Psicopedagogia | 16 aulas de Alfabetização |
| Merisvaldo Ferreira Lisboa | PEB II | 2.º | Letras | | 11 aulas de Português + 05 aulas de Inglês |
| Marcelo de Matos Magela | PEB II | 2.º | Matemática | | 16 aulas de Matemática + |
| Líia Rabelo Campos | PEB II | Mag | Geografia/ História | | 08 aulas de História/Cultura Afro 08 aulas deGeografia/Ensino Religioso |
| Benildes Gripp dos Santos Castro | PEB II | 2.º | Artes Plásticas Desenho Arquitetônico | | 08 aulas de Educação Física + 08 aulas de Artes |
| Veny Aparecida Assis | PEB II | Mag | Ciências Biológicas | | 16 aulas de Ciências |
| Jesuânia Elias | Pedagogo | Mag | Pedagogia | Educa- ção | Acompanhamento pedagógico do 1.º e 2.º Segmentos |
LEGENGA:
M: Magistério
2.: Sem magistério
VIII – ORGANIZAÇÃO DO FUNCIONAMNETO ESCOLAR
A Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” procura garantir uma organização flexível do tempo e espaço escolar, principalmente, mediante a prática de projetos de trabalho que promovam a interdisciplinaridade e atendam ao seu público diversificado; no que diz respeito aos seus valores, interesses e possibilidades.
Consideramos importante que o educando desenvolva habilidades e competências propostas no Ensino Fundamental que propiciem o seu exercício como sujeito sócio-político na coletividade.
A organização da escola será CICLOS DE APRENDIZAGENS, distribuídos da seguinte forma:
- 1.º Ciclo – Inicial (1º Segmento)
- 2.º Ciclo – Básico (2º Segmento)
- 3.º Ciclo – Avançado (2º Segmento)
A - MATRÍCULA
A matrícula, registro formal de ingresso do educando, não está desvinculada da proposta pedagógica. É necessário efetuar a matrícula no início do curso.
Para a matrícula ser realizada, é preciso que o educando tenha a idade mínima de 15 anos no 1º Segmento e no 2º Segmento.
Os interessados deverão, primeiramente, preencher a ficha de inscrição, que será avaliada pela equipe pedagógica e administrativa.
Será matriculado, desde que haja vaga, o aluno que apresentar documento escolar referente a séries, períodos, etapas exercido em outras instituições, legalmente autorizadas, da EJA.
O candidato que não possui documentação de vida escolar anterior na EJA, realizará uma Avaliação Diagnóstica, elaborada pela equipe de educadores, onde será verificado as competências, habilidades e saberes acumulados em sua trajetória de vida, classificando-o no nível correspondente ao seu desempenho, de acordo com o PARECER C.E.E. N.º 1132/97 E LEI FEDERAL N.º 9394, Art. 24, Inciso II, Alínea C.
Caso haja uma procura maior que o número de vagas, será adotado os seguintes critérios para efetuar a matrícula:
· Idade (o mais velho)
· Trabalho
A matrícula poderá ocorrer em qualquer época do período letivo.
IX – TEMPO DIÁRIO DO EDUCANDO
Cientes da necessidade de promover a permanência do estudante na escola, conciliando o trabalho, a vida familiar, social e estudos é que se propôs repensar e reorganizar o tempo escolar.
Garantir a especificidade de EJA para que realmente seja uma educação amplamente formadora, demanda pensar não apenas o tempo, mas também os espaços e as estratégias pedagógicas, bem como a materialidade necessária para que seja eficiente.
Objetivando analisar e determinar esses elementos tão importantes na educação, percebeu-se a necessidade de assegurar um tempo de reuniões do coletivo de educadores.
Seguindo a legislação nacional referente à EJA e as orientações da Secretaria Municipal de Educação de Contagem a organização dos tempos escolares na escola será da seguinte forma:
- A carga horária do curso será de 3200 horas, com um mínimo de 400 horas para certificação;
- O ano letivo de efetivo trabalho escolar contará de 802 horas distribuídos da seguinte forma:
Ø 161 dias letivos presenciais com carga horária de03h45min diário (três horas e quarenta e cinco minutos) incluindo o intervalo, totalizando 603h45min (seiscentos e três horas e quarenta e cinco minutos)
Ø 39 dias letivos não presenciais com carga horária de 5h05min diário (cinco horas e cinco minutos) totalizando 198h15min (cento e noventa e oito horas e quinze minutos)
Ø 10 dias Escolares/ Formação
O tempo diário do educando está organizado em quatro aulas, sendo três aulas de 50 minutos e uma de 55 minutos mais 20 minutos de recreio monitorado.
A – RECREIO MONITORADO
A proposta de se trabalhar com atividades diversificadas durante o recreio se deve ao fato desta ser uma grande aliada à melhoria do rendimento escolar do aluno, uma vez que apresenta uma forma mais agradável de construção do conhecimento, pois procura, através das tendências individuais, encaminhar a formação do gosto, estimular a inteligência e contribuir para a formação da personalidade do individuo e também a integração e troca de experiência entre alunos, professores e funcionários.
A realização destas atividades no intervalo de tempo incentivará a imaginação, a observação, o raciocínio e a capacidade psíquica do aluno, bem como suas relações interpessoais. Além disso, é uma oportunidade para “resgatar” a função social da escola como um espaço agradável para o aprendizado do aluno.
OBJETIVOS
· Estimular no momento do recreio um espaço para o aprendizado diversificado e social;
· Tornar o ambiente escolar um espaço prazeroso e estimulante;
· Exercitar através das atividades, novas formas de relação com o conhecimento.
DESENVOLVIMENTO:
Nos 20 minutos de intervalos do recreio é ofertado espaços com atividades diversificados, onde o estudante pode optar por:
· Jogos, socialização e brincadeiras organizadas e acompanhadas por professores, tais como: xadrez, dominó, dama, voleibol, futsal;
· Inclusão digital;
· Biblioteca: leitura de jornais, revistas, livros de literatura e outros;
· Músicas temáticas;
· Culto evangélico
AVALIAÇÃO
| A avaliação do Projeto será processual durante as atividades e após as mesmas serão revistos pontos a serem melhorados. A avaliação dos alunos se desenvolverá a partir dos seguintes indicadores:
|
X – CALENDÁRIO
XI – TERMINALIDADE
Concluirá os estudos o educando que:
· Cumprir a carga horária mínima exigida por lei. No mínimo 400 horas;
· Desenvolver as habilidades e competências mínimas necessárias para conclusão dos estudos (pré-determinadas pelo grupo de educadores);
· Mostrar crescimento significativo em relação aos aspectos cognitivos desenvolvidos ao longo do período de permanência na escola;
· A certificação do educando da EJA pode se dar em qualquer época do ano.
O aluno deverá permanecer por um tempo maior no ciclo em curso se:
- Não alcançar as competências e habilidades mínimas necessárias para aquele ciclo;
- Não cumprir no mínimo 400 horas (no curso).
XII – APURAÇÃO DA FREQUÊNCIA
O curso é presencial e não presencial. A freqüência presencial é registrada diariamente, pois oferece dados importantes a respeito do aluno individualmente e, também, do fluxo na escola e a não presencial é de acordo com a avaliação das atividades realizadas.
Possibilita a análise dos motivos de afastamentos e ausências dos estudantes, bem como, um redimensionamento do trabalho pedagógico visando amenizar tal situação.
Na Escola Municipal Estudante Leonardo Sadra, a freqüência, em hipótese alguma assume caráter punitivo. Entretanto, é encarada com seriedade e cobrada, pois favorece a seqüência de aprendizagens necessárias à boa formação no curso.
Ainda a esse respeito, salientamos o nosso entendimento quanto às peculiaridades desses sujeitos e concordamos com a seguinte visão[2]:
“(...) a condição de não crianças; a condição de excluídos da escola; a condição de membros determinados de grupos sócio-culturais. Essas especificidades apontam para a necessidade de considerar a fase adulta como uma etapa cheia de possibilidades para o crescimento. O compromisso com o trabalho; a formação de um núcleo familiar; o engajamento em grupos sociais, políticos e culturais são instâncias que se colocam ao lado da escola enquanto oportunidade de aprendizado”.
Assim sendo, esclarecemos que é prática da Escola dialogar com os educandos, procurando contribuir, incentivando e favorecendo, na medida do possível, sua permanência na escola, solicitando justificativas das faltas, em documento próprio.
No que diz respeito aos alunos menores de idade seguiremos o Procedimento Operacional N.º 30 de 06/10/06:
· Informas às famílias as disposições legais à freqüência;
· Apurar diariamente a freqüência;
· Remeter ao Conselho Tutelar da região, ao Juiz responsável e ao representante do Ministério Público, a relação de estudantes com n.º de faltas acima de 50% do percentual permitido em lei (a partir de 26 faltas consecutivas ou alternadas). (Lei Federal n.º 10287 de 20/09/01 e Lei estadual n.º 15455 de 12/01/05.
Terá sua matrícula cancelada o educando que, sem justificativa, deixar de comparecer à escola até o 10.º (décimo) dia letivo, após o início do período letivo ou a contar da data da efetivação da matrícula, se esta ocorrer durante o ano, caracterizando evasão escolar.
O educando infreqüênte será considerado desistente quando:
Ø Deixar de comparecer à Unidade Escolar até o 10.º dia letivo, a contar da data da efetivação da matrícula, caracterizando desistência;
Ø Faltar 30 (trinta) dias consecutivos, sem justificativa, e com todas as intervenções feitas pela escola, documentadas.
Ø Tiver 35 (trinta e cinco) faltas alternadas, sem justificativa em 45 dias letivos, e com todas as intervenções feitas pela escola, documentadas.
Ø Não será assegurada a vaga do estudante evadido.
O estudante com problemas de saúde, mediante apresentação de atestado médico, será amparado pelo Decreto N.º 1044/69
XIII – ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PEDAGÓGICO
A – CONCEPÇÃO DO TRABALHO A SER DESENVOLVIDO
A Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” seguirá em sua proposta de Educação de Jovens e Adultos todos os documentos pertinentes a essa modalidade tais como:
LDBEN / 9394/96;
Parecer 11/200 – Jamil Cury;
Caderno EJA – Município Contagem;
Resolução 01/2000 CNE;
Pareceres e Resoluções do CEE;
Outros.
Na Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” a proposta que será desenvolvida com os alunos, buscará uma organização que realmente atenda-os e amplia seus conhecimentos, tais como:
· 03 turmas com 35 alunos do 1º Segmento;
· 04 turmas do 2º Segmento distribuídos , internamente, em 05 turmas sendo 02 turmas do 3.º Ciclo Avançado com 30 alunos cada e 03 turmas do 2.º Ciclo Básico, com no máximo 24 alunos cada.
Coletivo de 05 professores PEB2 e 03 PEB1 que assumirá os seguintes componentes curriculares:
1. Língua Portuguesa;
2. Matemática;
3. Ciências;
4. História e Cultura Afro-Brasileira;
5. Geografia;
6. Artes;
7. Língua Estrangeira;
8. Educação Física;
9. Ensino Religioso;
10. Projetos Diversificados;
11. Aulas Compartilhadas, Partilhadas e Atendimento a Pequenos grupos – trabalhando a demanda dos educando em suas dificuldades de aprendizagens com turmas flexíveis.
B – METODOLOGIA E MATERIAL DIDÁTICO
A prática docente na Educação de Jovens e Adultos tem como pressuposto básico a transmissão de conhecimentos com “significados”, que possam ser aplicados no seu cotidiano.
A opção da metodologia a ser implantada está inserida num projeto pedagógico comprometido:
· Com o ser humano que trabalha;
· Com a formação do aluno, fundada na crença de que a aprendizagem é mais efetiva se baseada na ação do educando e não na mera repetição de conteúdos já produzidos.
Acredita-se que a metodologia na qual o professor se coloca como o mediador do conhecimento do aluno e que a escola irá transmitir favorecerá o desenvolvimento do trabalho permitindo aos alunos aprofundar e ampliar esses conhecimentos. O aluno terá na pessoa do professor um companheiro de jornada com o qual poderá contar como facilitador de todo o seu processo de aquisição de conhecimento:
A formação competente dos educandos será de tal maneira que eles mesmos possam julgar a validade do que estão aprendendo com espaço para colocar tal julgamento, e tendo como meta a formação de pessoas autônomas do ponto de vista moral, social e intelectual.
É preocupação da Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” a formação do aluno-trabalhador consciente e responsável, apto a exercer sua profissão de forma competente e voltada para a participação, enquanto cidadão.
É compromisso, também, ter uma estrutura metodológica que busca a coerência em todos os seus aspectos, desde a formulação e sua filosofia, à seleção, à definição e à implementação de práticas pedagógicas compatíveis com essa filosofia, culminando com o exercício constante de uma avaliação escolar, coerente com todo o processo.
A prática prevê a realização das atividades:
1. Problematização de situações cotidianas;
2. Pesquisa (individual e em grupo);
3. Discussão, estudo dirigido, seminários;
4. Leitura e interpretação de textos;
5. Aulas expositivas, dialogadas com o apoio de recursos audiovisuais;
6. Aulas práticas, em pequenos grupos, seguidas da elaboração de relatórios e esquemas;
7. Debates em torno de filmes, de livros lidos e de situações vividas.
O material didático a ser utilizado terá recursos audiovisuais, livros, enciclopédias e revistas.
A Escola está comprometida com o trabalho de desenvolver no homem a sua participação política como sujeito de direitos e deveres no contexto da sociedade, ligados a busca de igualdade e justiça social. A escola está comprometida ainda, com a formação de construtores de novos conhecimentos, fundada na crença de que a aprendizagem é muito mais efetiva e não mera repetição de conteúdos já produzidos.
XIV – ENTURMAÇÃO, FLEXIBILIZAÇÃO DE GRUPOS E TEMAS ABORDADOS
A – ENTURMAÇÃO
Para enturmação observaremos dois aspectos:
· Comprovante de escolarização em outras instituições da EJA;
· Entrevista e diagnóstico com o aluno para avaliar as competências, habilidades e saberes acumulados já adquiridos em sua trajetória de vida. A partir disso, o grupo de educadores indicará a turma mais apropriada para o aluno.
A reenturmação do educando na EJA pode-se dar em qualquer época do ano, quando os professores, em Conselho de Classe, analisarem o seu progresso nos estudos e sua adaptação em outros ciclos e/ou outras turmas.
Para avanços de estudos ou promoção fora do período regular (final do ano letivo) deve ser observado o seguinte critério:
· Mostrar crescimento significativo em relação aos aspectos cognitivos desenvolvidos ao longo do período de permanência na escola.
· Cabe à equipe pedagógica indicar os educandos de devem ser reclassificados.
· Após avaliar o educando, a equipe pedagógica emitirá relatório formalizando a reclassificação, que será anexado no diário de classe.
A.1. CRITÉRIOS PARA PROMOÇÃO
A promoção do educando dá-se, regularmente, ao final do ano letivo. É admitido o avanço de estudos, bem como a promoção quando assim indicarem as potencialidades do estudante, seu progresso nos estudos e suas condições de ajustamento a ciclo mais adiantados.
”De acordo com artigo 17 da Resolução CEE\MT 180\00, e o Programa de Educação de Jovens e Adultos/Res 177/02 a escola ao detectar que o aluno reúne condições para avançar em seus estudos poderá avaliá-lo e proceder ao aproveitamento de estudos parcial ou total das áreas do conhecimento da fase a qual esta matriculado garantindo-se a inserção na fase subseqüente (reclassificação). Conforme a Resolução CEE\MT 150\99, nos artigos 27 à 31, pautada também na Lei nº 9.394/96 no artigo 24 inciso II. Os procedimentos de avaliação diagnostica devem subsidiar a classificação dos alunos independente de escolaridade anterior, mediante avaliação feita pela escola, que define o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inserção na fase adequada."
B – FLEXIBILIZAÇÃO DE GRUPOS
Na discussão do Projeto Político-Pedagógico a flexibilização curricular se constitui em uma questão central. Ela é parte inerente à proposta de reforma curricular.
A flexibilização curricular não tem uma explicação em si mesma. O seu significado está na relação que estabelece com o Projeto Político-Pedagógico do Curso. Sob esse ponto de vista, o processo de flexibilização não pode ser entendido como uma mera modificação ou acréscimo de atividades complementares na estrutura curricular. Ele exige que as mudanças na estrutura do currículo e na prática pedagógica estejam em consonância com os princípios e com as diretrizes do Projeto Político Pedagógico, na perspectiva de um ensino de graduação de qualidade.
O tempo escolar da Educação de Jovens e Adultos pode ser flexibilizado em diversas direções. As fases podem ser agregadas em ciclos mais abrangentes de formação, no interior dos quais o currículo pode ser modularizado, de modo a permitir aos educandos percorrer trajetórias de aprendizagem não padronizadas. Por outro lado, o tempo curricular do aluno não deve ser resumido às experiências de sala de aula. Os projetos pedagógicos e planos de curso deverão, portanto, organizar o tempo escolar com flexibilidade, de modo a promover, compreender e reconhecer todas essas experiências e oportunidades formativas.
Agrupamentos flexíveis:
| SEGMENTO | QUANTITATI- VO DE LUNOS ATENDIDOS ESTUDANTES ATENDIDOS | CARACTERÍS- TICA DO PÚBLICO ATENDIDO | FORMA DE ATENDIMENTO | CARGA HORÁRIA | PROFESSOR RESPONSÁVEL | TEMAS ABORDADOS |
| 2.º | Todos os alunos do 2.º Segm | Alunos que necessitam enfatizar a difusão dos valores de justiça social e dos pressupostos da democracia, do respeito à pluralidade fundados a crença na capacidade de cada cidadão ler e interpretar a realidade, conforme sua própria experiência, o que exige reorientar o olhar para propostas educativas que incluam o desenvolvimento da pessoa humana de forma integrada e completa, no atendimento de suas necessidades cognitivas, afetivas, motoras e sociais. | Será ministrado em forma de Projeto, nas 5 turmas do 2.º Segmento, sendo uma aula de 50 minutos por quinzena | (uma aula de 50 minutos a cada quinzena) | Líia Rabelo Campos | Ensino Religioso - Formação Básica do Cidadão: Identidade; Relacionamentos; Princípios éticos; Responsabilidade; Solidariedade; Respeito ao bem comum; Cidadania (direitos e deveres). |
| 2.º | Todos os alunos do 2.º Segm | Alunos que buscam ou não a produção de conhecimentos, para a formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial. | Será ministrado em forma de Projeto, nas 5 turmas do 2.º Segmento, sendo uma aula de 50 minutos por quinzena | (uma aula de 50 minutos a cada quinzena) | Vaga | Cultura Afro: História cultural do Brasil e a contribuição negra; A cultura africana; Diversidade cultural; Respeito às diferenças; Racismo; Direitos e deveres. |
C – TEMAS ABORDADOS
Ø Cultura Afro
Ø Ortografia e caligrafia
Ø Letramento, ortografia, caligrafia
Ø Inclusão Digital
Ø Matemática na prática
Ø Geometria
Ø Ensino Religioso
XV – EIXOS TEMÁTICOS
| Ø Pluralidade Cultural Ø Ética e cidadania Ø Educação e cidadania Ø Educação direito de todos Ø Emprego e trabalho Ø Juventude e trabalho Ø Qualidade de vida |
XVI – A CONSTRUÇÃO CURRICULAR
A presente proposta curricular da Educação de Jovens e Adultos se estrutura dentro dos princípios de formação básica que institui os conteúdos a serem trabalhados.
A estruturação curricular visa alcançar os objetivos dessa modalidade de ensino que substitui ou complementa a escolarização regular de jovens e adultos que não a tenham concluído na idade própria.
No desenvolvimento da presente proposta objetiva-se a busca que habilitará o aluno a trabalhar com os instrumentos necessários à sua vida social, política, profissional e cultural.
O desenvolvimento do plano curricular expressa-se pelo valor e importância dos componentes curriculares para a clientela a que se destina, na graduação das dificuldades e seqüência entre os diversos conteúdos curriculares e no sentido de despertar o aluno para a vontade de conhecer e se sentir desafiado a progredir no seu desenvolvimento intelectual.
A proposta curricular da Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” contemplará a legislação da Educação de Jovens e Adultos, com organização de conteúdos nas áreas do conhecimento que serão trabalhados numa perspectiva globalizante, permitindo que o educando estabeleça relações entre o que se aprende na escola, o que traz para a escola, aquilo que vive na realidade e que tem sentido para sua compreensão do mundo.
Segue em anexo a proposta curricular para 2011, que poderá ser modificada nos anos subseqüentes para atender as especificidades dos sujeitos educandos, de acordo com o artigo 26 da Lei 9394/96, Lei 10.639 e Lei 10.793, nos valores, princípios e finalidades previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica, na resolução CEB n.º 1/200 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e adultos e nos pareceres CEB n.º 11/00, CEB n.º 4/98
COMPONENTES CURRICULARES
| CICLO | COMPONENTES CURRICULARES | CARGA HORÁRIA | N.º DE TURMAS | ||
| INICIAL | Língua Portuguesa | 06 | 03 | ||
| Matemática | 04 | ||||
| História e Cultura Afro-Brasileira | 01 | ||||
| Geografia | 01 | ||||
| Ciências | 01 | ||||
| Artes (PEB1) | 01 | ||||
| Educação Física (PEB1) | 01 | ||||
| Ensino Religioso (PEB1) | 01 | ||||
| TOTAL | 16 | ||||
| BÁSICO | TURMAS | A | A1 | C | 03 |
| Língua Portuguesa | 03 | 02 | 02 | ||
| Matemática | 04 | 03 | 03 | ||
| História e Cultura Afro-Brasileira | 01 | 02 | 01 | ||
| Geografia e Ensino Religioso | 02 | 02 | 02 | ||
| Ciências | 02 | 03 | 03 | ||
| Artes | 01 | 01 | 02 | ||
| Educação Física | 02 | 02 | 02 | ||
| Inglês | 01 | 01 | 01 | ||
| TOTAL | 16 | 16 | 16 | ||
| AVANÇADO | TURMAS | AVANÇADO | 02 | ||
| Língua Portuguesa | 02 | ||||
| Matemática | 03 | ||||
| História e Cultura Afro-Brasileira | 02 | ||||
| Geografia/ Ensino Religioso | 01 | ||||
| Ciências | 04 | ||||
| Inglês | 01 | ||||
| Artes | 02 | ||||
| Educação Física | 01 | ||||
| TOTAL | 16 | ||||
XVII - INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÕES E PERIODICIDADE
O processo de avaliação da aprendizagem, dadas as características da clientela, constituída, em sua maioria, de pessoal já engajado no serviço, terá como procedimento inicial a avaliação diagnóstica como indicativo de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno. Através dos resultados dessa avaliação será traçada uma estratégia de ação planejada dentro das diretrizes que permitirão o “caminhar” dos alunos. Dessa forma, a Escola Municipal “Estudante Leonardo Sadra” credita que a avaliação deixará de ter forma pré-estabelecida e simplista, passando então, para um real diagnóstico da situação do aluno. Obviamente, acarretará novas definições/decisões/ ações de redimensionamento da aprendizagem e a efetivação da mesma.
A avaliação tem que recair sobre os aspectos globais do processo, inserindo tanto as questões ligadas ao processo ensino aprendizagem, como os que se referem à intervenção do professor, ao projeto curricular da escola, organização dos trabalhos escolares, entre outros. Avalia-se para identificar os problemas e avanços e redimensionar a ação educativa, da seguinte forma:
· Diagnóstica
· Processual
· Construtiva
· Qualitativa
· Contínua – permanente no processo de aprendizagem do aluno, permitindo verificar seu desenvolvimento através de avanços, dificuldades e possibilidades.
· Dinâmica – utiliza diferentes instrumentos.
· Investigativa – levanta e mapea dados para a compreensão do processo de aprendizagem do aluno e oferece subsídios para profissionais pensarem em suas práticas pedagógicas.
A avaliação reflexiva é um componente intrínseco aos processos intencionais de mudança, como são os processos de ensino e de aprendizagem. A perspectiva inclusiva do Programa de Educação de Jovens e Adultos requer a substituição dos mecanismos de avaliação classificatória, competitiva, recriminatória e excludente, por práticas formativas e reflexivas de avaliação escolar que favoreçam a aprendizagem. Realizada com participação, diálogo e negociação entre educandos e educadores, a avaliação escolar formativa fornece, aos agentes educativos, elementos de análise e julgamento que permitem planejar e rever continuamente as decisões relativas ao processo de construção do conhecimento. Nesta concepção, a avaliação é contínua e processual: o momento investigativo de diagnóstico é tão importante quanto o momento de aferição de resultados.
A – INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
Não existem instrumentos específicos de avaliação capazes de debater a totalidade do desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. A avaliação terá um caráter dinâmico, utilizando diferentes instrumentos.
B – RECUPERAÇÃO PARALELA
Somos adeptos do processo de recuperação paralela, em contrapartida do mecanismo de recuperação que se dá somente ao final do ciclo.
Sendo assim, buscamos fazer com que os sujeitos da aprendizagem, revejam os conteúdos escolares que não assimilaram e/ou desenvolveram ao longo do ciclo, não acumulando dúvidas e dificuldades.
Caso o aluno não consiga desenvolver as competências e habilidades mínimas necessárias para cada ciclo, mesmo após ter vivenciado momentos de intervenção pedagógica específica para a sua situação, este permanecerá mais um tempo no ciclo, até vencer suas dificuldades.
C – REGISTROS
A avaliação do processo de aprendizagem do educando, é registrada num diário de classe único, manuseado pelos professores, secretária e equipe pedagógica da Escola. Nele, encontra-se a apuração da freqüência, um diagnóstico inicial e geral da turma, as metas educativas do curso, conteúdos e projetos trabalhados pelos educadores e, fichas avaliativas descrevendo a situação de aprendizagem do educando.
Esse diário é preenchido por um professor-referência da turma, com a colaboração de todo o corpo de educadores, quando este se reúnem em Conselho de Classe, para realizar a avaliação global do processo de aprendizagem do educando e, porque não dizer do processo educativo como um todo.
XIX – TEMPO PEDAGÓGICO DO COLETIVO DE EDUCADORES
A jornada de trabalho dos profissionais da EJA é de 22h30min. semanais, assegurando o tempo de 7h30min por semana da carga horária destinada a planejamento, reunião pedagógica e formação continuada.
Nessas reuniões, os educadores definem e redefinem, coletivamente, o projeto pedagógico: os fins a alcançar, as estratégias a serem utilizadas a serviço desses fins, modificando e adaptando, quando necessário, sua forma de trabalhar, com o intuito constante de superar a fragmentação dos saberes escolares. Há nesse tempo, espaços para planejamento, construção de projetos, avaliação coletiva dos alunos, elaboração de material didático coerente com a proposta pedagógica.
Vale ressaltar que a segurança na escolha das estratégias e fins educativos, que melhor possam atender os discentes no processo ensino-aprendizagem, é gerada pelos constantes momentos de estudo e atualização realizados, também, nesse tempo pedagógico.
Os estudos e a atualização da equipe profissional se dão nas sextas feiras a partir da leitura e análise de bibliografia pertinente, visitas a fóruns, congressos e seminários e participação nos cursos oferecidos pela SEDUC.
É sabido que hoje, mais do que ontem, exige-se mais do educador. Portanto, é necessário que esse profissional, em meio a tantas tarefas, seja capaz de criar situações às quais os educandos, naturalmente, desenvolvam atitudes e habilidades diversas, portanto reelaboramos o tempo pedagógico:
Este PROJETO tem como objetivo descrever os múltiplos espaços da formação continuada dos educadores do ensino fundamental (1º e 2º segmentos) da modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Pensamos neste projeto como uma ação coletiva que envolve a todos em espaços de ação-reflexão-ação num processo dialético que contribui na superação de dificuldades percebidas nas nossas práticas educativas.
Buscamos romper com a idéia de um único momento e espaço de formação, na tentativa de ampliar os espaços/tempos formativos envolvendo diferentes ações. Desta forma, situamos 4 (quatro) espaços que contribuem com o nosso processo de formação sendo, 45 minutos de segunda a quinta feira e 4 horas e 30 minutos na sexta feira, assim organizados:
A) Dois espaços coletivos:
· Planejamentos;
· Trabalho interdisciplinar dos professores;
· Conselho de classe;
· Planejamento e organização das aulas não presenciais;
· Reuniões administrativas.
· Estudo de temas de acordo com a demanda, tais como: Inclusão, Evasão, Currículo, Letramento, etc.
B) Dois espaços individuais:
· Planejamento das aulas;
· Preparação de material didático pedagógico;
· Correção dos trabalhos das aulas não presenciais;
· Preenchimento dos diários;
· Correção de avaliações.
C) Formação Continuada:
Cursos oferecidos pela SEDUC, realizados nas sextas feiras
XX – CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação como elemento indispensável para o exercício da cidadania na sociedade em que vivemos vai se impondo cada vez mais nesses tempos de grandes inovações e mudanças nos processos produtivos. Ela propicia ao indivíduo jovem e adulto, retomar seu potencial, desabrochar suas habilidades, confirmar competências obtidas na educação extra-escolar e na própria vida, possibilitar um nível profissional mais qualificado.
Com esse projeto, buscamos enveredar numa linha de educação para jovens e adultos que represente a promessa de efetivação de um caminho de desenvolvimento de pessoas das mais variadas idades e condições. Buscamos, portanto, oferecer a todos, atualização de conhecimentos, construção de habilidades, troca de experiências e acesso a novas oportunidades de trabalho e novas visões de cultura.
A EJA, como a percebemos e ofertamos, pode ser encarada como uma promessa de qualificação de vida.
XXI – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO E CULTURA DE CONTAGEM. Rede Municipal de Ensino. Projeto Pedagógico Administrativo – Correção do Fluxo Escolar. Contagem: 1998.
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO E CULTURA DE CONTAGEM. Rede Municipal de Ensino. Caderno de Textos: 1ª Conferência Municipal de Educação 2005 – Construindo Políticas Públicas de Educação para Todos. Agosto/ 2005
CONSELHO ESTADUAL DE MINAS GERAIS. Resolução nº 444 de 24 de abril de 2001.
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Resolução nº 444 de 24 de abril de 2001.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO/ CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília: 2000.
CONSELHO ESTADUAL DE MINAS GERAIS. Resolução nº 444 de 24 de abril de 2001.
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS. Resolução nº 444 de 24 de abril de 2001.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO/ CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília: 2000.
ESCOLA MUNICIPAL ESTUDANTE LEONARDO SADRA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
DISCIPLINA – HISTÓRIA
PROFESSORA LÍRIA
PROJETO CULTURA AFRO-BRASILEIRA
PÚBLICO ALVO: ALUNOS DOS CICLOS BÁSICO E AVANÇADO.
JUSTIFICATIVA
Muitos ignoram que a África conheceu momentos esplendorosos de desenvolvimento histórico e cultural. Ao contrário do que afirmam historiadores racistas, vários povos, em diversas regiões africanas possuíam culturas até mais evoluídas que as européias, em muitos aspectos. A História distorcida que se apresenta sobre a África faz com que se perpetue a falsa imagem dos africanos e seus descendentes como primitivos, faz-se necessária nas escolas uma metodologia anti-racista. Também, em estudo sobre a contribuição africana para a construção do povo brasileiro, ocorre a banalização e /ou folclorização da cultura negra, enfatizando-se aspectos como a culinária, as vestimentas ou rituais festivos. Assim, buscamos mudar posturas, lógicas, conhecimentos que levem a reforçar a ideologia de inferioridade dos negros, contribuindo para o respeito, a valorização dos grupos étnicos negros, ajudando na construção da identidade racial de nossos alunos, na convivência sócio-diversa harmoniosa e no fortalecimento da democracia e na luta contra todas as formas de injustiças sociais.
OBJETIVOS GERAIS
· Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sócio-diversidade, reconhecendo-os como direitos dos povos e indivíduos e elementos de fortalecimento da democracia;
· Solidificar a formação dos valores essenciais para uma convivência harmoniosa em sociedade;
· Promover a visibilidade positiva do grupo negro no Brasil, reconhecendo, valorizando suas contribuições sociais, econômicas culturais à nação, contribuindo na construção da identidade racial dos educandos;
· Colaborar para o fortalecimento da consciência de pertencimento racial nos alunos afro-descendentes e conseqüente melhoria de sua auto-estima;
· Combater posturas etnocêntricas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Promover práticas educacionais que possibilitem aos alunos negros assumirem positivamente sua identidade racial, elevando sua auto-estima, demonstrando orgulho de seu pertencimento racial e fortalecendo seu grupo na luta contra as injustiças sociais e busca da cidadania plena;
· Promover momentos de auto-análise e autocrítica sobre valores e conceitos que trazemos introjetados a respeito da cultura negra, corrigindo idéias e posturas equivocadas, para o desenvolvimento de atitudes positivas de respeito às diferenças;
· Conhecer a legislação brasileira relativa ao racismo e à discriminação racial, buscando combatê-los;
· Contextualizar e relacionar a situação de exclusão do negro na sociedade brasileira, rompendo o silêncio que envolve a questão racial e buscando o comprometimento com a transformação dessa realidade.
· Valorizar/ conhecer líderes e personagens que se sobressaíram na luta por um Brasil mais justo, que valorize sua pluralidade cultural.
AÇÕES
· O conteúdo será ministrado em forma de projeto, nas turmas do 2º segmento;
· A aula terá a duração de 70 minutos e ocorrerá quinzenalmente;
· A metodologia do debate será privilegiada para que o aluno aprenda a se posicionar, a ouvir o outro, a aceitar opiniões contrárias às suas, a repensar suas práticas e sentir-se motivado a modificar estruturas injustas solidificadas em nossa sociedade.
RECURSOS
· Textos diversos (revistas, livros, jornais);
· Filmes;
· Debates;
· Estudos de mapas, globos, gráficos e tabelas, relativos à África, ao mundo e ao Brasil.
AVALIAÇÃO
Ocorrerá em processo contínuo: observação durante as aulas, na convivência diária, nos debates, nas mudanças de posturas. Ao final do semestre letivo, o aluno fará auto-avaliação.
ANEXOS
Registro de conteúdos desenvolvidos.
ESCOLA MUNICIPAL ESTUDANTE LEONARDO SADRA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
ENSINO RELIGIOSO - PROJETO
PROFESSORA – LÍRIA
JUSTIFICATIVA
Considerando que a religião é fator imponderável para a formação integral do ser humano, pois ofertar-nos referenciais de valores universais e morais, selecionamos temas para serem debatidos com os educandos, de forma que possam, no transcorrer dos estudos, compreender não só a própria religiosidade, mas também a religiosidade do outro. Acreditamos que conteúdos mais humanísticos e pacifistas contribuem para a formação de um indivíduo mais ponderado e tolerante, porém atuante e comprometido com relações mais saudáveis e harmônicas em seu meio.
Concluindo, trabalhar com Ensino Religioso não é exercer uma atividade neutra. Toda ação educativa está situada num contexto filosófico e de valores, sendo a nossa, a formação de um homem novo para uma sociedade nova, mais justa, equilibrada e feliz.
OBJETIVOS
· Auxiliar o educando numa maior compreensão de sua religião e religiosidade, ampliando o conhecimento sobre si mesmo;
· Auxiliar o aluno na busca de uma maior compreensão da religião e religiosidade do outro, ampliando o entendimento da pluralidade cultural e favorecendo a manutenção de um ambiente harmônico onde o respeito às diferenças seja uma constante;
· Fortalecer nos educandos o cultivo de valores universais, tais como os princípios de solidariedade e ética, enfatizando a cidadania e o respeito ao bem comum.
AÇÕES
O público alvo será composto de todos os alunos do 2º Segmento que tenham interesse em participar das discussões, posto que a freqüência às aulas de Ensino Religioso não é obrigatória.
As aulas ocorrerão a cada quinze dias e terão a duração de 70 minutos. Serão ministradas, sobretudo na forma de debates, após a leitura de textos, de livros, a projeção de filmes ou a ocorrência de algum fato relevante.
RECURSOS
· Livros;
· Textos;
· Revistas e jornais;
· Filmes.
AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua, ou seja, ocorrerá durante todo o processo. O aluno deverá proceder também à auto-avaliação.
ANEXOS
Conteúdos
[1] Del Pino, Augusto Burkert. 2005:04. Professor Doutor do Conjunto Agrotécnico “Visconde da Graça da Universidade Federal de Pelotas (CAVG-UFPel), Rio Grande do Sul (RS).
[2] Esse trecho foi retirado de uma cópia de artigo científico estudado pela equipe de educadores do noturno da Escola Municipal Estudante Leonardo Sadra, cujo autor e obra não foram possíveis identificar.
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